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Roguing sistemático de plantas doentes: tecnologia inovadora para o manejo regional sustentável do endurecimento dos frutos do maracujazeiro

Processo: 19/22107-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2020 - 30 de abril de 2022
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Jorge Alberto Marques Rezende
Beneficiário:Jorge Alberto Marques Rezende
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Fitopatologia  Vírus de plantas  Potyvirus 

Resumo

O Brasil cultiva maracujazeiro praticamente em toda a sua extensão territorial, e a doença predominante em quase todas as regiões produtoras é denominada endurecimento dos frutos, causada pelo potyvirus cowpea aphid-borne mosaic virus (CABMV). A sua ocorrência reduz a vida útil da cultura de 36 meses para aproximadamente 18 meses. A disseminação do vírus no campo ocorre principalmente por afídeos, sendo a relação vírus-vetor do tipo não persistente. O controle do endurecimento dos frutos é difícil, sobretudo porque as espécies de Passiflora exploradas comercialmente não são resistentes ao vírus ou tolerantes à doença. Acrescenta-se que o controle químico do inseto vetor não é eficiente. As alternativas de manejo hoje disponíveis geralmente são insuficientes, e apenas diminuem parcialmente os danos provocados pelo CABMV em maracujazeiro. Diante deste cenário, este trabalho propõe a implantação de plantios pilotos de maracujazeiros em pequena escala na região de Piracicaba, SP, para validar a estratégia da erradicação sistemática de plantas doentes (roguing) através de inspeções semanais, como forma eficiente, sustentável e economicamente viável para o manejo da doença no campo. Em dois plantios, as plantas serão individualizadas nas espaldeiras e todas aquelas infectadas serão imediatamente erradicadas e substituídas por mudas sadias. O terceiro plantio, conduzido sem individualização e erradicação de plantas doentes será o controle. A produção quantitativa e qualitativa será avaliada e comparada. Ao final do segundo ano pretende-se realizar um dia de campo para divulgação dos resultados aos produtores de maracujá. O objetivo final desse projeto é contribuir para a melhoria do sistema de produção do maracujá, que envolve pequenos e médios produtores, através do manejo adequado do endurecimento dos frutos. Espera-se aumentar a longevidade das plantações com consequentes ganhos quantitativos e qualitativos na produção de maracujá. (AU)

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