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Dieta deficiente de ferro induz perfil distinto de proteínas relacionadas ao metabolismo de energia no estriado e no hipocampo de ratos adultos.

Processo: 20/03176-6
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de julho de 2020 - 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Pesquisador responsável:Kil Sun Lee
Beneficiário:Kil Sun Lee
Instituição Sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Proteômica  Hipocampo  Deficiência de ferro 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Analise Proteômica | Deficiência de ferro | Estriado | Hipocampo | Metabolismo de energia | Deficiência de ferro e neurobiologia

Resumo

A deficiência de ferro é um problema de saúde pública que afeta todas as faixas etárias. Sua principal consequência é a anemia, mas também pode afetar as funções cognitivas. Embora os efeitos negativos da deficiência de ferro na função cognitiva tenham sido extensivamente descritos, o mecanismo associado não foi totalmente investigado. Assim, para obter uma visão imparcial dos efeitos da deficiência de ferro em regiões cerebrais discretas, realizamos uma análise proteômica do estriado e do hipocampo de ratos adultos submetidos a dietas com restrição de ferro (IR) por 30 dias. Descobrimos que uma dieta IR causou grandes alterações nas proteínas relacionadas à glicólise e catabolismo de lipídio no estriado. No hipocampo, uma proporção maior de proteínas relacionadas à fosforilação oxidativa e doenças neurodegenerativas foram alteradas. Essas alterações no estriado e no hipocampo ocorreram sem redução nos níveis locais de ferro, embora o ferro e a ferritina do fígado tenham sido drasticamente reduzidos. Além disso, o grupo IR apresentou maior glicemia de jejum do que o grupo controle. Esses resultados sugerem que o conteúdo de ferro cerebral é preservado durante a deficiência aguda de ferro, mas as alterações de outros metabólitos sistêmicos, como a glicose, podem desencadear adaptações metabólicas distintas em cada região do cérebro. O metabolismo energético anormal precede e persiste em muitos distúrbios neurológicos. Assim, o metabolismo energético alterado pode ser um dos mecanismos pelos quais a deficiência de ferro afeta as funções cognitivas. (AU)

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