Busca avançada
Ano de início
Entree

Uso do espaço por tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) em uma área protegida em uma paisagem antropizada

Processo: 19/26167-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de fevereiro de 2020 - 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Zoologia Aplicada
Pesquisador responsável:Rita de Cassia Bianchi
Beneficiário:Rita de Cassia Bianchi
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal , SP, Brasil
Assunto(s):Xenarthra 

Resumo

1. Dados sobre ecologia espacial são essenciais para fins de conservação, especialmente quando o risco de extinção é influenciado por ações antrópicas. O uso do espaço pode revelar como os indivíduos usam os habitats, a sua organização no espaço e pode fornecer evidências sobre quais são os recursos chave para a espécie. 2. Nós avaliamos o uso do espaço e a seleção de habitat, em múltiplas escalas, de tamanduás-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), um mamífero Neotropical vulnerável, em uma área de Cerrado dentro de uma paisagem modificada antropicamente no sudeste do Brasil. 3. Rastreamos por transmissores GPS oito tamanduás na natureza, com esse conjunto de dados, estimamos os tamanhos de áreas de vida e áreas centrais de uso e, em seguida, usamos dois índices de sobreposição; Também realizamos Análise Composicional para avaliar a seleção de habitat e analisamos eventos de proximidade espaço-temporal.4. As áreas de vida por ponte browniana foram estimadas, em média, em 3,41 km² (0,92 - 7,9), e em relação ao estabelecimento da área de vida, cinco indivíduos apresentaram comportamento residente. Os machos (n = 4) apresentaram maiores áreas de vida e foram mais ativos do que as fêmeas (n = 4). Apesar da sobreposição espacial das áreas de vida (acima de 40% em quatro pares), o máximo de compartilhamento temporal do espaço foi de 18%. Tamanduás-bandeira foram registrados em proximidade. A seleção de habitat foi direcionada para a savana e reflorestamentos foram sempre foi evitados. Estradas e áreas construídas foram selecionadas secundariamente na escala da paisagem. 5. Essa seleção denota plasticidade comportamental em relação às áreas antrópicas. No entanto, a alta seletividade para a savana, em todas as escalas, demonstra uma dependência alta para habitats naturais, uma vez que estes devem fornecer os recursos necessários para os indivíduos. A proximidade entre tamanduás de sexos opostos pode indicar um comportamento reprodutivo, que deve ser essencial para a manutenção dessa população isolada. (AU)