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Recuperação da Função Motora em Pacientes Vítimas de AVC por Meio de Treinamento em Interface Cérebro-Máquina

Processo: 19/14355-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2020 - 30 de abril de 2022
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Guilherme Alves Lepski
Beneficiário:Guilherme Alves Lepski
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Analia Leonora Arevalo ; Birajara Soares Machado
Assunto(s):Acidente vascular cerebral  Eletroencefalografia  Paresia  Neurologia  Realidade virtual 

Resumo

O AVC é uma causa significativa de incapacidade em todo o mundo, principalmente em regiões em desenvolvimento, como a América Latina e, em particular, o Brasil. Atualmente, não existem tratamentos eficazes para os déficits motores relacionados ao acidente vascular cerebral e, embora tenham sido realizados estudos promissores utilizando interfaces não invasivas entre cérebro e máquina (ICM), poucos estudos analisaram a atividade elétrica cerebral durante a ICM em vítimas de acidente vascular cerebral. Artigos anteriores do nosso grupo de pesquisa provaram reabilitação motora para AVC afetando o membro superior, baseado em ICM alimentada por métodos não-invasivos (como EEG e MEG). A recuperação apresentada foi mais evidente quando o doente mantinha alguma força residual proximal no braço, indicando que o recrutamento de circuitos íntegros possa desempenhar um papel importante no aprendizado motor. No entanto, os sistemas de ICM carecem de aprimoramento para melhor integração com sinais visuais e sensitivo-motores, em sistema de retro-alimentação. O objetivo do projeto proposto representa uma nova estratégia no manejo de acidente vascular cerebral: induzir a recuperação motora da mão não-funcionante em pacientes com AVC em fase crônica, ao induzir plasticidade cortical através de treino em ICM não-invasiva com base em sinais da atividade elétrica cerebral em um ambiente de realidade virtual (RV) e sistema de retroalimentação para controle de atuadores híbridos (exosqueleto e estimulação elétrica funcional, FES). Pretende-se desenvolver modelos por meio de reconhecimento de padrões para programar dispositivos e neuropróteses de ICM, que nos permitirão fazer avanços importantes neste campo, desenvolvendo novas técnicas terapêuticas com base em sinais de EEG (hardware e software), promovendo recuperação funcional em doentes com alto grau de incapacidade motora. Atualmente não existem métodos similares disponíveis como tratamento estabelecido no sistema único de saúde ou no sistema privado do Brasil. (AU)