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Coleta, pesquisa e conservação de sementes de espécies nativas com potencial para restauração de áreas degradadas e/ou uso econômico no Parque Estadual da Serra do Mar (núcleos Cunha, Picinguaba e Santa Virginia) e Estação Ecológica do Bananal

Processo: 19/19529-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Programa BIOTA - Regular
Vigência: 01 de junho de 2020 - 31 de maio de 2022
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal - Silvicultura
Convênio/Acordo: Secretaria do Meio Ambiente - Fundação Florestal
Pesquisador responsável:Miguel Luiz Menezes Freitas
Beneficiário:Miguel Luiz Menezes Freitas
Instituição-sede: Instituto Florestal. Secretaria do Meio Ambiente (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Ananda Virginia de Aguiar ; Fatima Conceição Márquez Piña-Rodrigues ; Humberto Gallo Junior ; Juliana Müller Freire ; Klécia Gili Massi
Assunto(s):Genética populacional  Conservação genética  Produção de mudas  Banco de sementes  Mata Atlântica 

Resumo

A preocupação com a preservação de remanescentes florestais e a recuperação da vegetação nativa na Mata Atlântica tem aumentado em virtude de políticas públicas e de compromissos internacionais assumidos pelo Brasil para conservação da biodiversidade. O desmatamento da Mata Atlântica chegou a níveis alarmantes, pondo muitas espécies de microorganismos, animais e plantas sob risco de extinção devido à descaracterização do habitat. Medidas governamentais contra esse processo de destruição incluem o estabelecimento de unidades de conservação, programas de plantio de espécies nativas com objetivo de recuperação de áreas degradadas e de conservação dos remanescentes florestais. As unidades de conservação são fundamentais para conservação de ecossistemas naturais, porém a eficácia da conservação da variabilidade genética de espécies florestais se restringe aos limites físicos da sua área de influência. Grande parte dos programas de restauração ambiental está sendo realizado com uso de sementes e mudas coletadas de um baixo número de matrizes, em áreas antropizadas, e distantes das áreas degradadas, comprometendo a qualidade genética dos plantios. O suprimento de sementes, em termos da quantidade, qualidade e diversidade genética, tem recebido pouca atenção em projetos de restauração florestal, de maneira que a conservação e a restauração seguem caminhos opostos. A utilização de sementes oriundas de matrizes selecionadas em áreas bem conservadas é um dos principais focos dos trabalhos nas pesquisas de conservação de recursos genéticos florestais. O presente estudo objetiva a coleta, pesquisa e multiplicação de germoplasma vegetal de espécies nativas da Mata Atlântica, com representatividade genética adequada. O projeto será desenvolvido na Estação Ecológica do Bananal e no Parque Estadual da Serra do Mar (PESM), nos Núcleo Santa Virgínia, Cunha e Picinguaba. Serão selecionadas 10 espécies de ocorrência natural na Floresta Ombrófila Densa das Unidades de Conservação alvo do estudo, de acordo com os seguintes critérios: uso potencial em RAD, valor econômico, grau de ameaça. Pretende-se avaliar e marcar de 45 a 60 matrizes por espécie, além de se efetuar o acompanhamento fenológico. No período de maturação de cada matriz, as sementes serão coletadas, de forma individualizada, e serão produzidas mudas para implantação de testes de procedência e progênie na sua fase inicial. Estas mudas serão futuramente utilizadas em um projeto de conservação ex situ. Parte das sementes serão destinadas ao laboratório para pesquisa em tecnologia de sementes, envolvendo germinação, comportamento em relação à secagem e ao armazenamento, e definição de protocolos de armazenamento adequados para cada espécie. Serão coletadas amostras de folhas ou câmbio de cada matriz para realizar a extração de DNA, o qual será usado, futuramente, para realizar a genotipagem e estimativa da variabilidade genética destas populações. Além disso, amostras de DNA de cada matriz serão depositadas em bancos de DNA (UNESP e EMBRAPA) visando sua utilização para diversos estudos no futuro. Os resultados poderão contribuir para: a) produção de mudas com ampla variabilidade genética para serem usados em projetos de recuperação de áreas degradadas nas próprias UCs e produção florestal sustentável; b) determinação do calendário fenológico para cada espécie nos ambientes amostrados; c) aprimorar técnicas de conservação de sementes; d) Criar banco de dados com variáveis fenotípicas, genéticas e outras informações relacionadas à silvicultura das espécies florestais; e futuramente e) conservação genética ex situ da diversidade genética de espécies de ocorrência no estado de São Paulo.; f) Caracterização genética das populações naturais das espécies nativas em condições naturais, a partir de caracteres fenotípicos e marcadores moleculares. (AU)