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Florestas funcionais: biodiversidade a favor das cidades

Processo: 19/08783-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de julho de 2020 - 30 de junho de 2024
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica
Pesquisador responsável:Giuliano Maselli Locosselli
Beneficiário:Giuliano Maselli Locosselli
Instituição-sede: Instituto de Botânica. Secretaria do Meio Ambiente (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Alfredo Goldman vel Lejbman ; Humberto Ribeiro da Rocha ; Marco Aurelio Zezzi Arruda ; Marcos Silveira Buckeridge ; Mario Tommasiello Filho ; Marisa Domingos ; Paulo Hilário Nascimento Saldiva ; Thomas Charles Wild
Vinculado ao auxílio:17/50341-0 - Desafios para conservação da biodiversidade frente às mudanças climáticas, poluição e uso e ocupação do solo (PDIP), AP.PDIP
Assunto(s):Serviços ambientais  Evapotranspiração  Assimilação de carbono  Florestas  Poluição  Poluição do ar  Biodiversidade  Cidades  Mudança climática  Ambientes urbanos 

Resumo

As cidades irão abrigar 68% da população mundial até 2050. Megacidades como São Paulo já sofrem o efeito exacerbado das mudanças climáticas devido às ilhas de calor e superfícies impermeáveis, em conjunto com a peculiaridade da poluição ambiental. As mudanças no ambiente urbano podem ser revertidas por meio de serviços ecossistêmicos das árvores que incluem sequestro de carbono, produção de água, redução de temperatura e poluição do ar, variando de acordo com as espécies e suas condições de crescimento. Os serviços ecossistêmicos das florestas urbanas compõem as Soluções Baseadas na Natureza que são essenciais para a adaptação e mitigação do ambiente urbano às mudanças climáticas e poluição. Este projeto propõe a nucleação de uma linha de pesquisa em Soluções Baseadas na Natureza com a visão de otimizar as florestas urbanas. Os objetivos são : I) quantificação dos serviços ecossistêmicos, II) compreender seus mecanismos, III) compreender o impacto do ambiente urbano, IV) criar narrativas. Este estudo será realizado no Parque Estadual Fontes do Ipiranga como remanescente de Mata Atlântica; e Parque Ibirapuera como área arborizada recreativa. Os serviços ecossistêmicos e os seus processos biológicos serão quantificados concomitantemente nas duas áreas. Fluxos de carbono, água e energia serão monitorados ao nível populacional utilizando sistemas de Eddy Covariance, e ao nível individual com sensores de fluxo de seiva e medidas de alocação de carbono utilizando os anéis de crescimento numa abordagem dendrobioquímica. Os anéis de crescimento serão utilizados para avaliar a variabilidade pretérita dos serviços ecossistêmicos por meio de análises de microdensidade de madeira, arquitetura hidráulica e isótopos estáveis de carbono e oxigênio. A redução da poluição do ar será determinada para cada espécie por meio de técnicas de biomonitoramento utilizando cascas de árvores. Estes dados serão analisados utilizando redes complexas que permitirá integrar os processos do indivíduo à população. Este projeto dará suporte a políticas públicas de manejo para a otimização dos serviços ecossistêmicos de florestas urbanas. (AU)