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Efeitos da exposição ao vapor aquecido do tabaco sobre a artrite reumatóide

Processo: 19/19573-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2020 - 30 de abril de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica
Pesquisador responsável:Sandra Helena Poliselli Farsky
Beneficiário:Sandra Helena Poliselli Farsky
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Mauricio Yonamine
Assunto(s):Metalotioneína  Tabagismo  Artrite reumatoide 

Resumo

A incidência de artrite reumatoide (AR) é crescente no mundo, o que leva a preocupações de saúde pública, já que a doença causa morbidade crônica, não há tratamentos totalmente eficazes, e os existentes, como os fármacos biológicos, são de alto custo. A gênese da AR tem base genética e ambiental, sendo que neste último contexto, a exposição ao tabaco se destaca. Pelo fato do reconhecido malefício da exposição ao tabaco à saúde humana, algumas estratégias têm sido desenvolvidas em escala industrial para diminuir a exposição aos inúmeros compostos tóxicos da combustão do tabaco. Dentre os produtos desenvolvidos está o IQOS (I quit ordinary smoking), desenvolvido pela empresa Philip Morris International", baseado na tecnologia heat-not-burn, que leva o aquecimento do tabaco contendo nicotina, reduzindo marcantemente a liberação dos produtos da combustão. No presente projeto visamos avaliar os efeitos do IQOS na AR e os mecanismos da toxicidade responsáveis pelos efeitos observados. Para tanto, a AR será induzida em camundongos machos da linhagem DBA1/J, pela injeção na base da cauda de colágeno de galinha, e os animais serão expostos nos últimos 7 dias da evolução da doença ao vapor aquecido do tabaco (iQOS), ao cigarro convencional e ao ar fresco em câmaras de exposição isoladas, simultaneamente. Os animais expostos ao cigarro e ao IQOS receberão a mesma concentração de nicotina. Ao fim dos experimentos (35 dias após a indução da AR), os animais serão analisados quanto aos parâmetros clínicos da doença e as seguintes amostras biológicas serão coletadas: 1) sangue para o leucograma total e diferencial e para quantificação de nicotina, cotinina e carboxihemoglobina; 2) líquido e membrana sinovial para estudos histológicos, bioquímicos e de biologia molecular para a caracterização da inflamação; 3) amostras de linfonodo e baço para caracterização dos subtipos de leucócitos; 4) amostras de pulmão e fígado para quantificação de proteínas envolvidas na AR. Ademais, linfócitos primários coletados do baço dos animais ou cultura de sinoviócitos humanos serão expostos in vitro ao IQOS, cigarro ou ar fresco em câmaras de exposição celular. Serão investigados os efeitos das exposições sobre a proliferação e polarização de linfócitos Th17 e Treg, visto que o balanço destes é um mecanismo descrito para a gênese da AR na exposição ao cigarro; em sinoviócitos expostos serão avaliados parâmetros inflamatórios e de estresse oxidativo. Vale ressaltar o ineditismo do projeto, em especial no Brasil, e que os sistemas de exposição in vivo e in vitro empregados são únicos no Brasil e montados pelo nosso grupo de pesquisa com todos os controles exigidos internacionalmente para as exposições. Assim, os resultados obtidos serão fundamentais para o esclarecimento (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SCHARF, PABLO; BROERING, MILENA FRONZA; OLIVEIRA DA ROCHA, GUSTAVO HENRIQUE; FARSKY, SANDRA HELENA POLISELLI. Cellular and Molecular Mechanisms of Environmental Pollutants on Hematopoiesis. INTERNATIONAL JOURNAL OF MOLECULAR SCIENCES, v. 21, n. 19 OCT 2020. Citações Web of Science: 0.

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