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Estudo dos fatores associados com a falha terapêutica da Poliquimioterapia da hanseníase no Brasil

Processo: 19/17833-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2020 - 31 de março de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Ana Carla Pereira Latini
Beneficiário:Ana Carla Pereira Latini
Instituição-sede: Instituto Lauro de Souza Lima (ILSL). Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). Bauru , SP, Brasil
Pesq. associados: Andrea de Faria Fernandes Belone ; Daniele Ferreira de Faria Bertoluci ; Dejair Caitano do Nascimento ; Emmanuelle Cambau ; Gisele Medeiros Bastos ; Luciana Raquel Vincenzi Fachin ; Luiza Hubinger ; Miguel Viveiros Bettencourt ; Patrícia Sammarco Rosa ; RENATA BILION RUIZ PRADO ; Suzana Madeira Diorio ; Victor Fernandes de Oliveira
Assunto(s):Resistência microbiana a medicamentos  Farmacogenética  Hanseníase  Doenças negligenciadas 

Resumo

A hanseníase é uma doença infecciosa, causada pelo Mycobacterium leprae, e com manifestações dermato-neurológicas. Em torno de 200.000 novos casos da doença são detectados no mundo por ano, sendo que o Brasil é o segundo em número de casos com taxa de detecção em torno de 28.000 casos. O tratamento para a doença, desde a década de 90, é o esquema poliquimioterápico (PQT) composto por dapsona, rifampicina e clofazimina. Apesar da efetividade da PQT em reduzir os índices epidemiológicos da doença, casos de recidiva e de falência terapêutica têm sido alvo de preocupação da OMS e do Ministério da Saúde do Brasil (MS). Estes orgaos têm recomendado para estes casos a investigação de fatores relacionados à resistência medicamentosa do patógeno às drogas da PQT. O Instituto Lauro de Souza Lima (ILSL) é referência para o comitê de vigilância de resistência medicamentosa em hanseníase da OMS e do MS, e recebe amostras para investigação de vários estados do Brasil, bem como de países da América Latina. Apenas 1,8% dos pacientes testados no ILSL apresentam essa causa como explicação para recidiva ou falência terapêutica. No entanto, apenas três loci no genoma do patógeno são sistematicamente investigados, o que pode subestimar a magnitude dessa causa. Nenhum mecanismo relacionado ao contexto genético do hospedeiro tem sido foco de investigação. Entretanto, dados revelam variabilidade interindividual de dez vezes nos parâmetros farmacocinéticos da rifampicina, o que deve ter efeito sobre o sucesso da terapia contra a hanseníase. Assim, propomos uma investigação ampla de fatores relacionados ao genoma humano e do M. leprae, com potencial para explicar a falha terapêutica na hanseníase. Além disso, será empregada a abordagem da análise do conteúdo de Bardin para medir a adesão dos pacientes ao tratamento. Os dados obtidos deverão auxiliar na elaboração de critérios para a decisão terapêutica adequada em hanseníase, e fornecer subsídios para os programas de controle da doença. (AU)