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Estudo da viabilidade de produção de formulação bacteriana para remoção de NH3, DBO e cor em lixiviados de aterros sanitários

Processo: 19/08910-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de julho de 2020 - 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Elisangela Franciscon Guimaro Dias
Beneficiário:Elisangela Franciscon Guimaro Dias
Empresa:Foxwater Água e Saneamento Ltda
CNAE: Tratamento e disposição de resíduos não-perigosos
Descontaminação e outros serviços de gestão de resíduos
Município: Santo Antônio de Posse
Bolsa(s) vinculada(s):20/10443-0 - Estudo da viabilidade de produção de formulação bacteriana para remoção de NH3, DQO e cor em lixiviados de aterros sanitários, BP.PIPE
Assunto(s):Gerenciamento de resíduos  Tratamento de resíduos sólidos  Aterros sanitários  Biorremediação  Amônia  Demanda química de oxigênio  Bactérias  Chorume 

Resumo

O Brasil ainda enfrenta dificuldades para lidar com gestão de resíduos sólidos e líquidos de maneira adequada, o que leva o país a uma situação de emergência ambiental e de saúde pública. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe, 2017), 78,4 milhões de toneladas de resíduos sólidos foram gerados no país sendo que 91,2% tiveram como destino lixões e aterros controlados. Este número evidencia que 6,9 milhões de toneladas de resíduos não foram coletados e consequentemente tiveram um destino inadequado. Por lei, todos os lixões do Brasil deveriam ter sido fechados até 2014, prazo dado pela Política Nacional dos Resíduos Sólidos através da Lei nº 12.305/10 (PNRS, 2010), o que não aconteceu. Uma vez depositados no solo, os resíduos sofrem ação dos microrganismos e juntamente com a água da chuva, produzem o lixiviado de aterro, conhecido popularmente como chorume, poluente recalcitrante e tóxico de cor escura e odor desagradável, de difícil remoção nas estações de tratamento. A amônia (NH3), causada pela degradação de proteínas; a DQO (Demanda Química de Oxigênio), indicador de compostos orgânicos e inorgânicos e a cor, esta última causada pela presença de sólidos suspensos e dissolvidos (como compostos fenólicos, ácidos húmicos e fúlvicos), são responsáveis por essa toxicidade e recalcitrância, contaminando os recursos hídricos, e consequentemente a saúde da população. Dentro deste contexto a biorremediação, adição de microrganismos especializados, nativos ou não, para otimizar o processo de biodegradação, pode representar uma forma rápida para tratar estes parâmetros. Entretanto, a aceitação e valorização desta tecnologia de biorremediação, em aplicações como o tratamento de efluentes e áreas contaminadas, estão mais fortemente desenvolvidos no mercado Norte Americano e Europeu. Estes, impulsionam as vendas de produtos formulados a custos elevados o que inviabiliza sua utilização contínua nos países não detentores desta tecnologia. A Foxwater Água e Saneamento é uma empresa recém formada do grupo Foxpar que atua no mercado nacional e fornece, opera e monitora estações de tratamento de efluentes industriais tendo, como uma de suas especialidades tratamento de lixiviado de aterro. Conta com um Centro Tecnológico onde serão desenvolvidas pesquisas e ensaios de tratabilidade que permitem elaborar projetos para o tratamento de efluentes industriais recebidos dos clientes. Este Centro Tecnológico, se estabeleceu com o intuito de desenvolver no Brasil, produtos biotecnológicos com microrganismos nativos para tratar e diminuir a recalcitrância e toxicidade de lixiviados de aterros sanitários sem impactar o local a ser tratado com microrganismos exóticos que podem ser invasores. Os impactos positivos da viabilidade de produção deste produto biotecnológico inserido neste projeto, além de ir de encontro as necessidades e expectativas dos clientes e impactar positivamente o mercado da empresa, seriam: a independência de importação destes produtos, a continuidade do uso, uma vez que sempre são descontinuados, mão de obra técnica que monitore e mantenha as dosagens, preços competitivos e descarga de efluentes não contaminados nos corpos d'água. Ademais, aproveita-se as condições ambientais favoráveis do país que apresenta a maior biodiversidade do planeta, para a produção de biorremediadores com base em microrganismos nativos. (AU)