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Imunidade humoral naturalmente adquirida contra parasitas da malária em primatas não humanos da Amazônia Brasileira, Cerrado e Mata Atlântica

Processo: 20/08765-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de julho de 2020 - 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Karin Kirchgatter Hildebrand
Beneficiário:Karin Kirchgatter Hildebrand
Instituição-sede: Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Plasmodium malariae  Brasil  Malária 

Resumo

Os primatas não humanos (NHPs) demonstraram estar infectados por parasitas do gênero Plasmodium, o agente etiológico da malária em humanos, criando riscos potenciais de transmissão zoonótica. Plasmodium brasilianum, uma espécie de parasita semelhante a P. malariae em humanos, foi descrita em NHPs da América Central e do Sul, incluindo o Brasil. A proteína de superfície 1 do merozoito (MSP1), além de ser candidata a vacina contra a malária, é altamente imunogênica. Devido a essa propriedade, testamos essa proteína para o diagnóstico de infecção por parasitas. Utilizamos proteínas recombinantes de MSP1 de P. malariae, bem como de P. falciparum e P. vivax, para a detecção de anticorpos anti-MSP1 dessas espécies parasitárias, em soros de NHPs coletados em diferentes regiões do Brasil. Cerca de 40% dos soros do NHP foram confirmados como reativos à proteína de uma ou mais espécies de parasitas. Um número relativamente maior de soros reativos foi encontrado em animais da Mata Atlântica do que na região amazônica, possivelmente refletindo na circulação mais intensa de parasitas entre os NHPs, devido à proximidade com seres humanos em maior densidade populacional. A presença de NHPs positivos para Plasmodium nas áreas pesquisadas, sendo, portanto, potenciais reservatórios de parasitas, precisa ser considerada em qualquer programa de vigilância da malária. (AU)