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Limitando a cronologia do Período Arcaico no Brasil Central: datando a megafauna do Pleistoceno Tardio e os esqueletos humanos e arte rupestre do Holoceno Médio

Processo: 19/15914-4
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2020 - 30 de novembro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Arqueologia - Arqueologia Pré-histórica
Convênio/Acordo: Weizmann Institute of Science
Pesquisador responsável:André Menezes Strauss
Beneficiário:André Menezes Strauss
Pesq. responsável no exterior: Elisabetta Boaretto
Instituição no exterior: Weizmann Institute of Science, Israel
Instituição Sede: Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesquisadores associados:Alex Christian Rohrig Hubbe ; Aline Feitoza de Oliveira ; ANDREI ISNARDIS HORTA ; Antônio Gilberto Costa ; Déborah Lima Duarte Talim ; Fábio Soares de Oliveira ; Francisco William da Cruz Junior ; Giselle Utida ; Lucas de Melo Reis Bueno ; Maria Jacqueline Rodet ; Nicolás Misailidis Stríkis ; Rodrigo Elias de Oliveira ; Sara Toja ; Tiago Ferraz da Silva ; Ximena Suarez Villagran
Bolsa(s) vinculada(s):23/02392-5 - Curadoria de remanescentes esqueletais humanos do sítio arqueológico Caixa D'Água - Buritizeiros, BP.TT
21/14079-4 - Curadoria de remanescentes esqueletais humanos do sítio arqueológico Caixa D'Água - Buritizeiros, BP.TT
20/10753-0 - Curadoria de remanescentes esqueletais humanos do sítio arqueológico Caixa D'Água - Buritizeiros, BP.TT
Assunto(s):Zooarqueologia  Arqueologia brasileira  Pleistoceno  Holoceno  Megafauna  Arte rupestre  Datação  Proteômica 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:calcita | datação | megafauna | pré-colonial | rupestre | Arqueologia Brasileira

Resumo

O período que encompassa o final do Pleistoceno e o início do Holoceno é caracterizado por mudanças muito importantes na história humana. No Levante (Oriente Médio), por exemplo, ocorre a transição das sociedades forrageadoras nômades para assentamentos permanentes tal como identificado na Cultura Natufiana. Essa mudança pode ter sido o gatilho para o início da agricultura no período subsequente. Na América do Sul e especificamente no Brasil central, o Pleistoceno final e o Holoceno médio são associados com a extinção da megafauna e uma mudança fundamental também no estilo de vida dos humanos. Os últimos, de fato, mudam de ocupantes de cavernas para o que parece ser um padrão mais nômade de mobilidade. O presente projeto terá como foco o final do Pleistoceno e o Holoceno médio no Brasil central, tentando responder a algumas das principais questões cronológicas para o entendimento da ocupação humana e sua interação com o meio ambiente durante esses dois períodos. O Brasil central registrou aproximadamente 12.500 anos de ocupação humana não contínua em cavidades e locais ao ar livre. Para as ocupações do Holoceno inicial a tecnologia lítica, a zooarqueologia, os marcadores osteológicos e as análises multi-isotópicas indicam grupos forrageadores generalistas e baixa mobilidade. Em particular, não há evidência contundente de que a megafauna fazia parte da subsistência como item sistemático. Este modo de vida, também conhecido como Arcaico, esteve presente na maior parte da América do Sul por vários milênios e é razoavelmente bem documentado e estudado. No entanto, os períodos imediatamente anteriores (isto é, o Pleistoceno final) e imediatamente posterior (isto é, o Holoceno médio) ainda são pouco compreendidos no Brasil. A cronologia absoluta desses importantes eventos para a arqueologia brasileira ainda é precária devido à ausência de contextos arqueológicos bem datados desses períodos. Dentro da colaboração entre o Centro Kimmel de Ciência Arqueológica (Instituto Weizmann) e a Universidade de São Paulo, tanto através do Museu de Arqueologia e Etnologia como do Instituto de Geociências, gostaríamos de construir um esquema cronológico refinado com base em datação por radiocarbono para material ósseo e pigmentos. Além disso, vamos também utilizar o método U/Th para datar a crosta da calcita que recobre as pinturas rupestres. Juntamente com isso, gostaríamos de aplicar pela primeira vez a análise proteômica - um método que está sendo desenvolvido no Instituto Weizmann - no esmalte do dente de megafauna para determinar o sexo desses animais extintos. Se bem-sucedidos nesta colaboração de 2 anos, os resultados serão a base para um projeto de pesquisa maior que incluiria muitos colaboradores e regiões geográficas maiores, possivelmente estendidos a todo o registro arqueológico da América do Sul. (AU)

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
UTIDA, GISELLE; CRUZ, FRANCISCO W.; SANTOS, ROBERTO V.; SAWAKUCHI, ANDRE O.; WANG, HONG; PESSENDA, LUIZ C. R.; NOVELLO, VALDIR F.; VUILLE, MATHIAS; STRAUSS, ANDRE M.; BORELLA, ANA CLAUDIA; et al. Climate changes in Northeastern Brazil from deglacial to Meghalayan periods and related environmental impacts. QUATERNARY SCIENCE REVIEWS, v. 250, . (16/15807-5, 19/15914-4, 17/50085-3, 20/02737-4, 19/12981-2, 17/16451-2)

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