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Educação e filosofia no Emílio de Rousseau

Resumo

O livro apresenta uma exposição sistemática da obra Emílio, ou Da Educação (1762) considerando, do ponto de vista de seu contexto, dois grandes movimentos de ideias na história da Europa moderna: de um lado, a difusão dos manuais de civilidade para educação de crianças nobres, fenômeno que se inicia com o De Civilitate Morum Puerilium (1530) de Erasmo e chega a um alto nível de reconhecimento com Alguns Pensamentos Sobre a Educação (1693) de John Locke; de outro lado, a moda da aplicação do método experimental às chamadas ciências do homem, com particular atenção para as novidades trazidas pelos textos de medicina a respeito dos cuidados com a saúde da criança. Em linhas gerais, procura-se descrever a doutrina pedagógica de Rousseau no quadro das ciências de seu tempo, compreendendo-a com base no estudo de certas mudanças culturais que teriam favorecido as condições necessárias para o advento de novas representações do corpo infantil. Tal perspectiva, que combina análise filosófica e história da medicina, pressupõe a inseparabilidade dos saberes de pedagogos e filósofos na constituição da criança enquanto objeto de discursos científicos. Além de apresentar uma leitura inovadora do grande tratado de educação do século XVIII, o livro também supre uma carência bibliográfica para os cursos de Filosofia e Pedagogia no Brasil, além de contribuir também para estudos em história da medicina. (AU)