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Comportamentos contraproducentes no enfrentamento da pandemia por SARS-CoV-2 no Brasil: investigação utilizando uma coorte de 10 anos de seguimento e eletronic Momentary assessment

Processo: 20/06172-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2020 - 30 de junho de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Eurípedes Constantino Miguel Filho
Beneficiário:Eurípedes Constantino Miguel Filho
Instituição-sede: Instituto de Psiquiatria Doutor Antonio Carlos Pacheco e Silva (IPq). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Giovanni Abrahão Salum Júnior ; Pedro Mario Pan Neto ; Rodrigo Affonseca Bressan
Vinculado ao auxílio:14/50917-0 - INCT 2014: psiquiatria do desenvolvimento para crianças e adolescentes, AP.TEM
Assunto(s):Saúde mental  Isolamento social  Comportamento e mecanismos comportamentais  Comportamento contraproducente  Comportamento de risco  Transmissão de doença infecciosa  COVID-19  Coronavirus da síndrome respiratória aguda grave 2  Infecções por Coronavirus  Pandemias 

Resumo

A pandemia de SARS-CoV-2 exige diversas mudanças no comportamento de cada indivíduo para que ocorra um menor impacto em toda a sociedade. Assim, é possível identificar comportamentos individuais que podem agravar a disseminação do vírus, chamados de comportamentos contraproducentes. É possível que aspectos individuais (como traços do temperamento) e socioambientais (nível socioeconômico, escolaridade, etc) antecedentes à pandemia estejam associados tais comportamentos, representando fatores de risco para maior vulnerabilidade à contaminação. No entanto, é muito difícil avaliar sistematicamente o impacto desses aspectos, pois são necessários estudos longitudinais que avaliaram indivíduos previamente e durante a pandemia. A coorte Projeto Conexão (BHRCS) está em uma posição privilegiada para investigar fatores de risco para comportamentos contraproducentes. O estudo acompanha 2.511 crianças e adolescentes desde 2010, quando foram recrutados em escolas públicas estaduais. Após 3 e 6 anos, os participantes foram reavaliados com um extenso protocolo sobre sintomas psíquicos, traços de temperamento e características socioeconômicas na busca de entender as trajetórias desenvolvimentais dos transtornos mentais. Atualmente, colaborações internacionais permitiram ao grupo de pesquisa ter acesso a um questionário que será implementado em diversas coortes no mundo, via entrevista telefônica breve e aplicação mobile para smartphone de coleta intensiva (Ecological Momentary Assessment). O questionário avalia aspectos da infecção por COVID-19 e potenciais prejuízos da pandemia à saúde mental. A aplicação permite determinar de maneira intensiva (4 vezes ao dia) se o indivíduo está em lugares abertos ou fechados por meio do relato do participante. A aplicação ainda permite o envio de mensagens informativas (push ups) sobre como mitigar os efeitos deletérios consequentes da epidemia na saúde mental. Assim, o projeto permitirá avaliar empiricamente aspectos individuais e socioculturais prévios como fatores de risco ou proteção para comportamentos contraproducentes (p.ex. quebra do isolamento) durante a pandemia por meio de séries temporais associadas com o EMA. Será investigado também, por intermédio de análise de descontinuidade na regressão (regression discontinuity analysis), como as mensagens impactam nos relatos de sintomas psíquicos e nos comportamentos contraproducentes em tempo real. Fatores precedentes, como temperamento, serão avaliados como moderadores do impacto das mensagens informativas no comportamento subsequente dos participantes. Portanto, o presente projeto permitirá um melhor entendimento sobre aspectos que acarretam em comportamentos contraproducentes, consequentemente agravando o risco de contaminação e transmissão do vírus. Tendo em vista o vasto banco de dados já coletados dos participantes e o dinamismo da coleta pelo EMA, será possível gerar análises preliminares poucos meses após a implementação, ainda no período epidêmico no contexto nacional. (AU)