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Projeto LARF: laser e radiofrequência como alternativas terapêuticas para a atrofia genital e incontinência urinária em mulheres

Resumo

Novas tecnologias são descritas diariamente como opções inovadoras para o tratamento das mais diversas afecções ginecológicas. No entanto, nem sempre essas tecnologias são acompanhadas de estudos que avaliem sua segurança e eficácia. Assim, propomos um estudo prospectivo e comparativo avaliando dois exemplos de novas tecnologias, o laser e a radiofrequência, em afecções ginecológicas prevalentes e que afetam em demasia a qualidade de vida, que são a síndrome genitourinária da pós-menopausa e a incontinência urinária. O aumento da expectativa de vida das mulheres, bem como a transição para a senilidade de forma cada vez mais saudável e consciente, permite o desenvolvimento de pesquisas que atuem de forma inovadora para a qualidade de vida. A gradual diminuição dos níveis estrogênicos pode prejudicar a vida social e afetiva de muitas mulheres. Neste estudo, é proposto observar os efeitos provocados por modalidades terapêuticas alternativas aos hormônios no tratamento da atrofia vaginal. O projeto se justifica pela ausência de trabalhos randomizados e bem conduzidos encontrando-se apenas pequenas séries de casos na literatura. O grupo de estudo será composto por mulheres na pós menopausa, que apresentam sintomas de atrofia vaginal, como ressecamento, ardor e prurido vaginal, dispareunia ou outros sintomas urinários e/ou relacionados à disfunção sexual, subdivididas em pacientes com câncer de mama ou sem. Os tratamentos serão feitos com estrogênio ou promestrieno local, comparando-se com Laser de CO2 e radiofrequência. Para a avaliação dos efeitos serão utilizados questionários de qualidade de vida, de incontinência urinária e de sexualidade. Além disso, serão realizados exame ginecológico, biópsia de vagina e vulva, citologia hormonal vaginal, análise da microbiota vaginal, medida de pH vaginal e fotografias antes do tratamento nas visitas subsequentes. Acredita-se, que com este estudo, se estabeleçam outras formas de tratamento dos sintomas da SGUM, aumentando significativamente a qualidade de vida das mulheres na pós menopausa. Outro braço da pesquisa analisará os efeitos do laser e da radiofrequência no tratamento da incontinência urinária em mulheres sem distopia genital evidente. Pretende-se com isso oferecer alternativas não-cirúrgicas para as mulheres, ampliando o leque de opções terapêuticas cientificamente comprovadas. O terceiro braço da pesquisa envolverá avaliação desses tratamentos em mulheres com síndrome da bexiga hiperativa (AU)