Busca avançada
Ano de início
Entree

Uso do gás rico em ozônio como agente angiogênico no endométrio de éguas

Resumo

O estudo em questão descreverá pela primeira vez os efeitos da mistura gasosa ozônio-oxigênio sobre a vascularidade e arquitetura endometrial de éguas hígidas através de microscopia óptica e eletrônica. Adicionalmente, possíveis alterações na modulação da angiogênese endometrial em decorrência da ozonioterapia serão caracterizadas por meio de PCR em tempo real. Inicialmente, 21 fêmeas adultas e não gestantes serão distribuídas dentre três grupos experimentais (n=7 éguas/grupo) de acordo com o tratamento a ser realizado: O3, ½O3 e Controle. Éguas dos grupos O3 e ½O3 receberão tratamentos intrauterinos com mistura gasosa ozônio-oxigênio contendo 42¼g e 21¼g O3 mL-1, respectivamente. Já os úteros de éguas do grupo Controle serão insuflados com oxigênio puro (0¼g O3 mL-1). Um quarto grupo composto por éguas idosas (e18 anos de idade, n=7 éguas) será tratado com 42¼g ou 21¼g O3 mL-1, de acordo com os resultados da etapa inicial. Os tratamentos serão realizados a cada três dias durante seis dias (D0, D3 e D6). Para a infusão da mistura gasosa, será utilizado fluxo contínuo de 0,25 mL gás min-1 por três minutos consecutivos. Amostras de tecido endometrial serão obtidas por meio de biopsia uterina imediatamente antes do primeiro tratamento e 24 horas após a terceira insuflação uterina. Posteriormente, serão avaliadas as características histopatológicas e de microestruturais do útero equino, além da quantificação da expressão de mRNAs de fatores angiogênicos endometriais. Nossos achados serão de grande valia na busca de terapias alternativas para o tratamento da infertilidade de éguas. (AU)