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Papel da microbiota intestinal na resposta cardiometabólica ao exercício físico de mulheres obesas submetidas à cirurgia bariátrica: de desfechos clínicos a potenciais mecanismos

Processo: 19/17912-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2020 - 30 de junho de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Fabiana Braga Benatti
Beneficiário:Fabiana Braga Benatti
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira , SP, Brasil
Pesq. associados:Adriane Elisabete Antunes de Moraes ; Ana Lúcia de Sá Pinto ; Bruno Gualano ; Hamilton Augusto Roschel da Silva ; Igor Luchini Baptista ; John Patrick Kirwan ; Marciane Milanski Ferreira ; Marco Aurélio Santo ; Roberto de Cleva ; Rosa Maria Rodrigues Pereira ; Sandra Torriani ; Wagner Silva Dantas
Assunto(s):Gastroenterologia  Obesidade  Mulheres  Cirurgia bariátrica  Microbioma gastrointestinal  Exercício físico  Cardiometabólica 

Resumo

A cirurgia bariátrica é o principal tratamento para a obesidade mórbida. Contudo, estudos com seguimentos mais longos sugerem que diversos efeitos benéficos da cirurgia por si só são transitórios na ausência de mudanças do estilo de vida. Em recente publicação, observamos que as melhoras de diversos parâmetros cardiometabólicos (função endotelial, sensibilidade à insulina e inflamação sistêmica), observadas três meses após a cirurgia bariátrica, tenderam a retornar aos níveis basais em até nove meses, a despeito da perda substancial de peso corporal e adiposidade, e que um programa de exercícios físicos preveniu contra esse efeito. Alterações na diversidade da microbiota intestinal parecem estar diretamente relacionadas às desordens metabólicas comumente observadas na obesidade. Interessantemente, tanto a cirurgia bariátrica como o exercício físico, parecem impactar essa diversidade, tornando-a mais próxima daquela observada em pacientes eutróficos. Tal efeito poderia explicar, mesmo que parcialmente, o efeito protetor do treinamento físico observado até o momento. Dessa forma, o objetivo desse estudo é avaliar os efeitos de um programa de treinamento físico sobre a diversidade da microbiota intestinal e sua relação com fatores de risco cardiometabólicos em mulheres submetidas à cirurgia bariátrica. Esta proposta compreende dois estudos. O Estudo 1 será um ensaio clínico e randomizado, que faz parte de uma série de ensaios clínicos destinados a reunir conhecimento sobre os potenciais benefícios do exercício físico em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica (número NCT02441361; PROCESSO FAPESP 2016/10993-5). Após a triagem, os sujeitos serão randomizados em dois grupos: grupo submetido ao programa de treinamento físico após a cirurgia bariátrica (treinamento de força + treinamento aeróbio; RYGB + TF) e grupo não submetido ao treinamento físico após a cirurgia bariátrica (RYGB). Todos os sujeitos serão submetidos à cirurgia bariátrica pela técnica de derivação gastrointestinal e reconstrução em Y de roux. Três meses após a cirurgia, os sujeitos do grupo RYGB + TF darão início ao programa de treinamento físico com seis meses de duração. No período basal (BASAL), três meses após a cirurgia bariátrica (3 MESES) e seis meses após o treinamento físico (9 MESES), os pacientes realizarão avaliações da diversidade da microbiota intestinal, composição corporal, sensibilidade à insulina, avaliação da capacidade física (condicionamento aeróbio e força muscular), nível de atividade física (por meio de acelerômetro), inflamação sistêmica, função endotelial, e avaliação nutricional. Um grupo controle saudável (CTRL) será selecionado e avaliado, unicamente, no período BASAL para fins de comparação. O Estudo 2, será um ensaio experimental prova de conceito, onde 40 camundongos Swiss machos receberão dieta rica em gordura por 14 semanas, de modo a desenvolver obesidade e resistência à insulina. Após as 14 semanas (14 SEM), os animais serão randomizados em quatro grupos: mRGYB - grupo que receberá o transplante de fezes coletas no momento 9 MESES das pacientes do grupo RGYB do Estudo 1; mRGYB+TF - grupo que receberá o transplante de fezes coletas no momento 9 MESES das pacientes do grupo RGYB+TF do Estudo 1; mCTRL - grupo que receberá o transplante de fezes das pacientes do grupo CTRL do Estudo 1; e mAUT - grupo controle autólogo, que receberá transplante das fezes de todos os 40 animais coletadas na SEM 14. Seis semanas após o transplante (20 SEM), os animais serão avaliados quanto à sensibilidade à insulina por meio dos testes de tolerância à glicose (GTT), tolerância à insulina (ITT); composição corporal por meio do DXA; inflamação sistêmica. Músculo esquelético também será coletado para as análises de oxidação de lipídios, conteúdo de triacilglicerol, diacilglicerol e ceramidas, expressão de genes e proteínas relacionados à oxidação de lipídios e sensibilidade à insulina. (AU)