Busca avançada
Ano de início
Entree

Desempenho e movimentos dos olhos de crianças com dislexia durante leitura em ambiente manipulado

Processo: 19/15151-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2020 - 31 de julho de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:José Angelo Barela
Beneficiário:José Angelo Barela
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Pesq. associados: Michel Andre Maurice Hospital
Assunto(s):Visão  Comportamento motor  Dislexia  Leitura 

Resumo

A tarefa de ler não é trivial, envolvendo diversos aspectos cognitivos e mecanismos de identificar o conjunto de letras e palavras e o significado das mesmas. Um dos mecanismos centrais envolve o uso apropriado de movimentos dos olhos. Estratégias variadas têm sido propostas e utilizadas para amenizar as dificuldades de leitura e escrita em crianças com dislexia, envolvendo a manipulação da qualidade da apresentação de textos e/ou contexto no qual o texto é apresentado. Filtros coloridos têm sido empregados provocando melhora no desempenho e fluência da leitura, entretanto têm sido questionadas pela falta de medidas quantitativas e entendimento dos possíveis mecanismos subjacentes a esse tipo de manipulação. Recentemente, demonstramos que o uso de um filtro verde melhorou o desempenho na leitura de crianças com dislexia. Mais importante, entretanto, foi que a melhora no desempenho na leitura decorreu de diversas características no movimento dos olhos. Com base no conhecimento do efeito do uso de filtros coloridos no desempenho de leitura de crianças com dislexia, algumas tentativas têm surgido para incorporar alteração de cores em dispositivos eletrônicos, extensivamente utilizados para esse fim, alterando a cor da tela e seus componentes. Ainda, a diferença e possíveis efeitos da manipulação das cores pode estar associada à organização de estruturas responsáveis para detecção das cores. Recentemente, foi observado que adultos com dislexia apresentam simetria espacial, na fóvea, da forma da região sem cones S, denominada de figura de Maxwell, responsáveis pela detecção da cor azul, enquanto adultos sem dislexia apresentava assimetria entre os olhos. O presente estudo tem como objetivos verificar o desempenho da leitura e os movimentos dos olhos em crianças com dislexia com diferentes cores em dispositivo eletrônico; mapear, quantificar e comparar a região sem a presença de cones especializados para a cor azul em crianças com e sem dislexia. Para tanto, 30 crianças diagnosticadas com dislexia e 30 crianças sem dislexia serão solicitadas a ler textos sem e com a manipulação de cores, simulando o uso de filtros nas cores alaranjado, verde e azul, variando o especto do comprimento de ondas. As crianças farão uso de um sistema para rastreamento dos movimentos dos olhos. As crianças também realizarão uma tarefa para determinação da forma da figura de Maxwell, para cada olho. Tempo total de leitura, número e duração de fixação, número e amplitude média dos movimentos sacádicos serão obtidas para cada condição experimental. Para o experimento de definição da figura de Maxwell, a área de uma figura correspondente a região sem S será obtida para cada olho. Comparação entre as condições (manipulação simulando sem filtro, filtro alaranjado, filtro verde e filtro azul) será realizada para verificar possíveis efeitos da manipulação da cor do filtro no desempenho e na movimentação dos olhos durante a leitura. Da mesma forma, comparações das áreas e das formas para a figura de Maxwell serão realizadas entre os olhos (direito e esquerdo) e entre os grupos. (AU)