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A presença dos receptores de Vitamina D e de Retinoide X nas lesões pré-malignas e malignas de pele: estudo comparativo

Processo: 19/18079-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2020 - 30 de junho de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Mariangela Esther Alencar Marques
Beneficiário:Mariangela Esther Alencar Marques
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Pesq. associados: José Cândido Caldeira Xavier Júnior ; Juliana Polizel Ocanha ; Márcia Guimarães da Silva
Assunto(s):Calcitriol  Imuno-histoquímica  Neoplasias  Patologia 

Resumo

Introdução: A 25-OH-vitamina D, forma ativada de vitamina D é substância alvo de discussão contínua acerca de suas propriedades antioxidativas, além de alterar a proliferação, diferenciação celular e apoptose. Alguns estudos demonstraram associação entre os níveis de vitamina D sérica e diminuição do risco de cânceres. Na pele esta questão é particularmente intrigante pois a maior parte da vitamina D é obtida através da exposição à luz solar, fator que também é apontado como causa de diversos tumores de pele. O receptor de vitamina D se dimeriza com receptores nucleares retinóides, exercendo sua influência no ciclo celular, tornando a velocidade de duplicação celular lenta. Existem vários tipos de receptores retinoides, como RXR, RAR e suas subunidades que constituem uma "superfamília" de receptores nucleares. O VDR se liga preferencialmente aos receptores da subfamília RXR. A maioria dos estudos demonstra relação de perda de RXR em tumores.A ação dos retinóides (derivados de vitamina A) em relação ao câncer de pele se demonstra na quimioprevenção em pacientes com Síndromes de alto potencial carcinogênico, como xeroderma pigmentoso e síndrome de Gorlin. Materiais e métodos: Em materiais parafinados anátomo-patológicos de pele dos pacientes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu do período de 2012 a 2017, se realizará estudo imuno-histoquímico para determinar a presença dos receptores VDR e RXR.Este trabalho foi submetido ao Comitê de Ética local e aprovado CAAE : 03058918.4.0000.5411.Foram incluídos 100 controles, 90 ceratoses actínicas, 100 carcinomas basocelulares, 100 carcinomas espinocelulares, 100 nevos intradérmicos, 100 nevos displásicos e 100 melanomas. Os casos controles foram obtidos através de produtos de ampliação de margem na ausência de tumor residual. Serão excluídos os controles em que não for possível separar a pele normal da pele lesada. Foram excluídos carcinomas basocelulares que não os de subtipo nodular, nevos intradérmicos que não do subtipo intradérmico e todas as lesões de coalizão. Serão excluídos os materiais com sinais de deterioração que impeçam de realizar exame imuno-histoquímico, bem como lesões sem informação em relação à localização.Os materiais também serão avaliados de acordo com a localização, se há interferência na presença dos receptores em áreas expostas e não expostas. Os blocos de parafina serão submetidos ao exame imuno-histoquímico para os receptores VDR e RXR das marcas (VDR = Santa Cruz ou Abcam e RXR = Novus ou Abcam), utilizando protocolo de realização conforme orientação do fabricante. Em seguida serão analisados em microscópio multicabeças por dois dermatopatologistas e uma dermatologista que em consenso definirão o grau de positividade dos marcadores. Paralelamente, analisaremos em material parafinado, na plataforma NanoString nCounter 24 amostras controle, 24 amostras de nevo intradérmico, 24 amostras de nevos displásicos, 24 amostras de ceratose actinica, 24 amostras de carcinoma basocelular, 24 amostras de carcinoma espinocelular e 48 amostras de melanoma. Nesta plataforma, verificaremos a expressão gênica destes receptores (VDR e RXR), e mais 22 genes associados a sua via de sinalização. Consiste de tecnologia que permite detecção e contagem de genes através de sistema de barcode fluorescente digital. Dessa forma, teremos um método de controle interno dos resultados do exame imuno-histoquímico e poderemos estudar a via gênica comum aos dois receptores. (AU)