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O uso da máscara facial pela pessoa com sintomas de doença respiratória infectocontagiosa: a prevenção da disseminação em locais públicos

Processo: 20/05212-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2020 - 31 de julho de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Rosa Yuka Sato Chubaci
Beneficiário:Rosa Yuka Sato Chubaci
Instituição-sede: Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Beatriz Aparecida Ozello Gutierrez
Assunto(s):Prevenção primária  Prevenção de doenças transmissíveis  Doenças respiratórias  Influenza  Infecções por Coronavirus  COVID-19  Coronavirus da síndrome respiratória aguda grave 2  Máscaras faciais  Idosos  Geriatria  Pandemias 

Resumo

Milhares de pessoas no mundo morrem anualmente vítimas de doenças respiratórias, sendo a população idosa a mais acometida. Segundo o relatório do Ministério da Saúde, no Brasil em 2019, 1.109 pessoas foram a óbito decorrente da influenza, sendo 54,6% desses óbitos, pacientes com mais de 60 anos. Desde o início do ano de 2020, a população mundial está alarmada com o veloz e crescente índice de infecção pelo coronavírus (COVID -19) o qual tem sido responsável por infectar milhares de pessoas ao redor do mundo e causar mais de 9.000 óbitos. Hoje no Brasil (22/03/2020), segundo o último boletim do Ministério da Saúde há 1546 casos confirmados de COVID-19 em todos os estados, sendo a grande maioria em São Paulo, com registro de 25 óbitos e 3 no Rio de Janeiro. Para a prevenção da influenza a OMS recomenda a adoção de medidas farmacológicas, como vacinas; e medidas não farmacológicas como hábitos de higiene, (ex. a lavagem das mãos), isolamento do indivíduo contaminado e o uso de máscaras faciais por profissionais da saúde. Contudo, ainda não há vacinas para a prevenção do coronavírus (COVID-19) e as principais orientações da OMS para evitar a contaminação são hábitos de higiene como lavar as mãos, cobrir boca e nariz ao espirrar e isolamento social. No Brasil, as máscaras faciais são recomendadas especialmente dentro dos ambientes hospitalares; e diante da preocupação com a prevenção fora da área hospitalar, este projeto visa abordar o uso de máscaras faciais, pelas pessoas com sintomas de alguma doença respiratória, em locais públicos como um método preventivo contra a disseminação de tais doenças. Desta forma, o objetivo desta pesquisa será promover a conscientização da população sobre a importância da prevenção de doenças respiratórias infectocontagiosas; compreender as razões da não adesão ou adesão do uso da máscara pelas pessoas doentes; e estimular o uso da máscara como medida de proteção individual e de não propagação de doenças respiratórias. A atual pesquisa será de caráter "quanti-qualitativa", e terá como referencial metodológico a Fenomenologia Social de Alfred Schütz para a análise dos dados qualitativos; sendo os dados demográficos da parte quantitativa, analisados com o auxílio de programas como Excel e SPSS. A pesquisa será realizada com a população geral e idosa em um corredor bastante movimentado entre as duas estações de trem e metrô Tatuapé, na zona Leste, no município de São Paulo. Como resultado, esperamos por meio das razões que os levou a usar ou não as máscaras, poder contribuir para a prevenção das doenças respiratórias e redução do número de óbitos principalmente entre a população idosa. (AU)