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Análise da influência da cinesioterapia laboral no desempenho funcional e na sintomatologia nos membros superiores dos trabalhadores de um hospital universitário: estudo clínico randomizado e controlado

Resumo

As queixas de dor e desconforto musculoesqueléticos relacionadas ao trabalho podem estar relacionadas a diversos fatores de risco individuais/pessoais, físicos, biomecânicos ou psicossociais/organizacionais e ações preventivas como os exercícios terapêuticos podem interferir positivamente. Objetivo: Analisar os efeitos da associação da cinesioterapia laboral tipo fortalecimento muscular com a educação postural e ergonômica na diminuição da dor e desconforto musculoesquelético nos membros superiores e região cervical percebida por trabalhadores de um hospital universitário, comparada a um grupo controle com apenas educação postural e ergonômica e correlacionar os fatores de risco ocupacionais com a sintomatologia e funcionalidade, através do desenvolvimento de um protocolo de avaliação padronizado. Métodos: Serão convidados a participar do estudo clínico randomizado após cálculo amostral realizado 154 trabalhadores de um hospital terciário com ou sem queixa de dor ou desconforto nos membros superiores, sem diagnóstico clínico. Serão recrutados e alocados após sorteio através de envelopes opacos para os dois grupos paralelos: cinesioterapia laboral ou controle. Os desfechos primários serão a dor percebida pela Escala Numérica da Dor (END), a força muscular isocinética de abdução no plano da escápula e força de preensão palmar isométrica bilateral. Os desfechos secundários sobre desconforto, fadiga, capacidade para o trabalho e disfunção serão avaliados pelos questionários de autorrelato: Nórdico, Escala de necessidade de descanso (ENEDE), Incapacidade para o trabalho (ICT), Patient specific funcional scale (PSFS-Br), QuickDASH-Br, o Neck Disability index-Br (NDI-Br), escala global de mudança e teste de desempenho FIT-HANSA. A Análise Ergonômica do Trabalho da atividade mais crítica será avaliada por observação com a aplicação das ferramentas Quick Expose Check (QEC), RULA, REBA, RARME e a versão traduzida e validada do HARM, após imagens registradas em vídeos e fotos dos postos de trabalho pré-intervenção e após 12 semanas de intervenção. Ambos os grupos receberão orientações ergonômicas específicas relacionadas ao seu posto de trabalho. Após as 12 semanas do protocolo de fortalecimento muscular individualizado realizado em pequenos grupos, os voluntários serão reavaliados. A análise estatística será realizada por intenção de tratar. Os testes ANOVA two way e o teste t de amostras independentes serão utilizados para comparar os grupos após a intervenção, com a confirmação da normalidade dos dados. A significância clínica será analisada através dos valores da mínima diferença clinicamente importante existentes na literatura para os escores dos questionários de autorrelato e pelo índice de Cohen para o cálculo do tamanho do efeito, com intervalo de confiança de 95%, p<0,05. Serão também realizadas análises de associação entre as variáveis relacionadas a sintomatologia, força, funcionalidade e capacidade para o trabalho através da correlação pelo coeficiente de Spearman e análise de regressão multivariada, com o programa SPSS", 20.0. (AU)