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Eficiência alimentar e produtividade materna em vacas de corte Bos indicus

Processo: 20/08392-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de setembro de 2020 - 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Produção Animal
Pesquisador responsável:Sarah Figueiredo Martins Bonilha
Beneficiário:Sarah Figueiredo Martins Bonilha
Instituição-sede: Instituto de Zootecnia. Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Nova Odessa , SP, Brasil
Assunto(s):Eficiência alimentar  Pecuária de corte 

Resumo

Este estudo avaliou 53 vacas primíparas (36,8 ± 1,23 meses de idade e 484 ± 40,9 kg de peso corporal) testadas para desempenho (GrowSafe® System) de 22 ± 5 a 190 ± 13 dias de lactação para obter o consumo diário de matéria seca (CMS). Os animais receberam uma dieta rica em forragem (relação forragem / concentrado de 90:10). A produção de leite das vacas foi avaliada três vezes, por ordenha mecânica, e o rendimento de leite com correção de energia (RLCE) foi calculado. Status energético (através dos indicadores glicose, colesterol, triglicerídeos e ²-hidroxibutirato), status proteico (indicadores albumina, uréia e creatinina), status mineral (indicadores cálcio, fósforo e magnésio) e status hormonal (indicadores insulina e cortisol ) foram estimados quatro vezes durante a lactação. O consumo alimentar residual (CAR) das vacas foi calculado considerando o CMS, o ganho médio diário (GMD) e o peso metabólico no meio do teste (PC/ 0,75), obtido no início da lactação (de 22 ± 5 a 102 ± 7 dias), e os animais foram classificados como CAR negativo (mais eficientes) ou positivo (menos eficientes). O modelo CAR explicou 53% da variação no CMS. As médias de CMS, GMD, RLCE e peso do bezerro como porcentagem do peso da vaca foram 12,47 ± 2,70 kg MS/dia, 0,632 ± 0,323 kg/dia, 10,47 ± 3,23 kg/dia e 36,6 ± 5,39%, respectivamente. Vacas com CAR negativo consumiram 11,5% menos MS que vacas CAR positivo, com desempenho e perfil metabólico semelhantes, exceto por menor teor de proteína do leite e maior concentração de colesterol no sangue. Em conclusão, vacas Nelore CAR negativo (mais eficientes) e positivo (menos eficientes), alimentadas com dieta ad libitum de alta forragem, produziram quantidades semelhantes de leite, gordura e lactose e apresentaram espessura de gordura subcutânea, peso do bezerro em porcentagem do peso da vaca e concentrações de metabólitos no sangue (exceto colesterol) semelhantes. Portanto, há benefícios econômicos na utilização de CAR em rebanho de vacas, uma vez que o gado diminuiu o CMS com desempenho geral semelhante, tornando-os mais lucrativos devido aos custos mais baixos de insumos. (AU)