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Mapeamento de risco integrado e o controle de caramujos em suporte à eliminação da esquistossomose no Brasil e Costa do Marfim sob as mudanças climáticas futuras

Processo: 19/23593-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2020 - 30 de abril de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Convênio/Acordo: Belmont Forum
Pesquisador responsável:Adriano Pinter dos Santos
Beneficiário:Adriano Pinter dos Santos
Pesq. responsável no exterior: Giulio De Leo
Instituição no exterior: Stanford University, Estados Unidos
Instituição-sede: Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Antonio Miguel Vieira Monteiro ; Raul Borges Guimarães ; Roberta Lima Caldeira ; Roseli Tuan ; Umberto Catarino Pessoto
Assunto(s):Parasitologia  Doenças parasitárias  Esquistossomose  Schistosoma  Biomphalaria  Caramujos  Mudança climática  Algoritmos  Aprendizado computacional  Brasil  Costa do Marfim 

Resumo

Essa equipe transnacional altamente interdisciplinar tem três objetivos principais: PRIMEIRO, pretendemos investigar o efeito do aumento das temperaturas, variabilidade de temperatura e mudança nos padrões de precipitação devido às mudanças climáticas na dinâmica da esquistossomose vinculada a caramujos, uma doença parasitária debilitante relacionada à pobreza que afeta mais mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo. Vamos nos concentrar no Brasil e na Costa do Marfim pelos motivos: Esquistossomose nas Américas, com cerca de 2 a 6 milhões de pessoas infectadas pelo verme S. mansoni. A Costa do Marfim tem uma alta prevalência de doenças, com cerca de 4 milhões de pessoas infectadas por S. hameatobium e S. mansoni. Mudanças climáticas projetadas - juntamente com o aumento da população humana, desmatamento, expansão da agricultura e de áreas urbanas marginais e o desenvolvimento de represas e canais de irrigação que se sabe estarem associados ao aumento do risco de esquistossomose causado pela expansão do habitat e extirpação de predadores naturais do caramujo hospedeiro intermediário - tornam esses dois países particularmente vulneráveis a essa doença parasitária. Usaremos uma abordagem híbrida, integrando modelos de distribuição de espécies, responsáveis pelos fatores socioeconômicos e ambientais mais relevantes da esquistossomose, com modelos matemáticos baseados no processo e orientados por temperatura do parasita e seus hospedeiros intermediários de caramujos para produzir mapas de risco presente e futuro de esquistossomose sob mudança climática. SEGUNDO, pretendemos realizar estudos iniciais de viabilidade, nutrição e análises de mercado da aqüicultura de camarões de água doce nativos do Brasil e da Costa do Marfim, com o objetivo de utilizar os novos novos agentes de controle biológico do hospedeiro caracol do esquistossomo e, ao mesmo tempo, promover o desenvolvimento de empresas de aquicultura de pequena escala. TERCEIRO, para rastrear mudanças futuras na distribuição e abundância dos hospedeiros de caracóis, desenvolveremos algoritmos de aprendizado de máquina que permitem a visão computacional como uma ferramenta de "diagnóstico ambiental" para a identificação rápida e precisa de possíveis parasitas de caramujos hospedeiros com o proposta de adquirir imagens de telefones celulares, milhares de imagens que serão utilizadas das espécies e comparadas pelo padrão-ouro do código de barras do DNA e do PCR-RFLP. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Pós-doutorado em análise de dados espaciais na saúde