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Avançando no entendimento da patogenicidade e virulência da Leptospira interrogans através de análises proteômicas, estruturais, mutagênicas e imunológicas

Resumo

A leptospirose é uma zoonose distribuída em praticamente todos os continentes, com um índice altamente prevalente nas regiões tropicais e subtropicais. Causada pela bactéria patogênica do gênero Leptospira, a leptospirose em humanos em países desenvolvidos tem uma baixa incidência e está em sua maioria ligada com atividades ocupacionais ou recreativas associadas com água. Já nos países em desenvolvimento, estima-se que a cada ano mais de 1 milhão de casos de leptospirose sejam reportados em humanos com aproximadamente 60 mil mortes anuais. Em todos os países, a leptospirose causa grande impacto econômico na agroindústria, uma vez que a doença pode afetar o gado, causando diminuição na produção de leite, problemas no desenvolvimento e morte precoce. Nas áreas urbanas, os roedores como Rattus norvegicus são os principais reservatórios da leptospirose. Os ratos são carreadores assintomáticos das doença, excretando as bactérias vivas durante a sua existência, contaminando água e solo. No Brasil, as epidemias mais frequentes ocorrem no período de chuvas, época em que os alagamentos constantes associados às condições precárias de saneamento favorecem o contato com ambiente e água contaminada. Os sintomas associados à doença podem incluir febre, calafrios, dores de cabeça e mialgia, podendo evoluir para formas mais severas, por exemplo, síndrome de Weil e a síndrome hemorrágica pulmonar severa (SPHS - Severe Pulmonary Hemorrhagic Syndrome) que são responsáveis por cerca de 10% a 50% dos casos de mortalidade por leptospirose em adultos. Ainda não existe um eficiente método diagnóstico precoce, por isso o desenvolvimento de uma vacina é extremamente importante. Medidas para controlar a propagação da doença são difíceis de implementar e a melhor opção é a adoção de medidas profiláticas. O entendimento dos mecanismos de patogenicidade das leptospiras, bem como a identificação de fatores de virulência, são fundamentais para bloquear a ação deste patógeno. Nesse sentido, o presente projeto propõe utilizar diferentes ferramentas metodológicas e avançar no entendimento desta bactéria em diferentes aspectos: análises proteômicas comparativas, bioquímica estrutural das proteinas recombinantes, mutantes knock-in de cepas saprófitas e silenciamento de genes em cepas patogênicas por CRISPR Cas9, processo de purificação de proteinas recombinants em escala de 10 litros para o desenvolvimento de kit diagnóstico, e avaliar o envolvimento das proteínas recombinantes de leptospiras, LipL41, LipL21, Lip46 e OmpL37 como receptores de células endoteliais e epiteliais in vitro. (AU)

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
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