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Nutrição, saúde e segurança alimentar dos povos indígenas do estado de Alagoas

Processo: 19/22739-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2021 - 31 de janeiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Convênio/Acordo: CONFAP - Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa
Pesquisador responsável:Marly Augusto Cardoso
Beneficiário:Marly Augusto Cardoso
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Bárbara Hatzlhoffer Lourenço ; Jenny Haydee Abanto Alvarez ; Priscila de Morais Sato ; Simone Ladeia Andrade
Assunto(s):Saúde de populações indígenas  Povos indígenas do Brasil  Epidemiologia nutricional  Segurança alimentar  Vulnerabilidade social 

Resumo

No Brasil, a trajetória da população indígena é marcada por diversas iniquidades decorrentes do processo histórico de exclusão política, econômica, cultural e social, que vêm fazendo com que seus indicadores socioeconômicos e de saúde sejam desfavoráveis quando comparados àqueles observados para a população geral. Trata-se, portanto, de uma população em vulnerabilidade social. Neste aspecto, o tema "Saúde dos Povos Indígenas" consta na Agenda Nacional de Prioridades de Pesquisa em Saúde como primeiro item dentre as 24 subagendas apresentadas. O presente projeto visa investigar as condições de nutrição, saúde e segurança alimentar dos povos indígenas do estado de Alagoas e identificar fatores associados, possibilitando a avaliação e planejamento de ações para promoção da saúde articuladas com as reais necessidades desses povos. Entre os objetivos específicos constam: i) caracterizar as famílias segundo as condições ambientais, demográficas, socioeconômicas e de acesso a programas sociais e de saúde e infraestrutura de serviços públicos; ii) investigar o estado nutricional dos indivíduos, práticas e ambiente alimentares; iii) estimar a prevalência e os fatores associados à insegurança alimentar e nutricional das famílias; iv) investigar as práticas de aleitamento materno e alimentação complementar, e o perfil de saúde bucal entre crianças menores de 2 anos de idade; v) descrever a ocorrência do uso de tabaco, álcool e outras substâncias psicoativas; vi) estimar, na população adulta, a prevalência e os fatores associados a transtornos mentais comuns (TMC) e doenças crônicas não transmissíveis (dislipidemias, diabetes mellitus e hipertensão arterial e síndrome metabólica). Trata-se de um inquérito domiciliar, de base populacional, do tipo transversal, que será realizado em 11 comunidades indígenas sorteadas, respectivamente, dentre as 11 etnias existentes no estado. Os participantes do estudo serão identificados por meio de censo completo realizado em cada uma das comunidades e todos os residentes serão elegíveis para compor o estudo. A coleta de dados será realizada por meio de entrevistas durante visitas domiciliares, utilizando-se formulários eletrônicos previamente testados em estudo piloto e equipamentos validados e calibrados periodicamente. (AU)