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Análise in vivo da migração local e sistêmica de íons dos cimentos ProRoot MTA e silicato tricálcio

Processo: 19/22098-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2020 - 30 de setembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Endodontia
Pesquisador responsável:Marina Angélica Marciano da Silva
Beneficiário:Marina Angélica Marciano da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Piracicaba , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):20/14876-9 - Análise in vivo da migração local e sistêmica de íons dos cimentos ProRoot MTA e silicato tricálcio, BP.TT
Assunto(s):Ratos  Silício  Bismuto  Cimento de silicato 

Resumo

Cimentos reparadores como o MTA são amplamente utilizados na Endodontia em procedimentos que incluem o selamento de perfurações, capeamento pulpar, cirurgias apicais e apicificações. A composição de tais cimentos inclui a presença de óxido de bismuto, como agente radiopacificador. Os íons bismuto são muito reativos e interagem quimicamente com estruturas dentais, resultando na deposição de um precipitado preto que causa descoloração dental. Estudos recentes demonstram que há uma migração de íons de tais materiais nos tecidos adjacentes. O objetivo do estudo é avaliar a migração de íons bismuto provenientes do cimento ProRoot MTA nos tecidos locais e sistemicamente após contato com tecido conjuntivo e ósseo. Serão utilizados 64 animais no total, para avaliação dos cimentos ProRoot MTA (TCS-BiO) (n=20), contendo bismuto, em comparação com o cimento silicato tricálcio (TCS), sem bismuto (n=20). Duas amostras de cada cimento (4 mm de diâmetro x 2 mm de altura) serão implantadas no tecido subcutâneo ou fêmur, sendo que cada animal receberá dois implantes do mesmo cimento. Como controle positivo, será implantado óxido de bismuto na proporção de 20%, associado a hidroxiapatita (HAp-BiO) (n=20). Como controle negativo (n=4), os animais não receberão nenhum tipo de implante. Após o período de 30 dias, metade dos animais serão sacrificados e após 180 dias os demais. Após a eutanásia, serão analisados os tecidos adjacentes aos implantes, o volume total de sangue e os órgãos: cérebro, fígado e rins. Para os tecidos locais será utilizada microscopia eletrônica de varredura (MEV) e mapeamento local de elementos químicos (EDS). Para análise sistêmica será utilizada espectrometria de massa induzida por plasma (ICP-MS) para detecção da presença dos íons bismuto e silício. Os cimentos implantados serão analisados utilizando difratometria de raios-X (XRD) para determinação da interação química com os tecidos. Os resultados serão submetidos a análise estatística apropriada com nível de significância de 5%. (AU)