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Material particulado atmosférico e contaminação ambiental. Avaliação do impacto na biota aquática em uma abordagem ecofisiotoxicológica integrada

Processo: 19/08491-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de agosto de 2020 - 31 de julho de 2025
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia
Pesquisador responsável:Marisa Narciso Fernandes
Beneficiário:Marisa Narciso Fernandes
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Pesquisadores principais:Camilo Dias Seabra Pereira ; Cléo Alcantara Costa Leite
Pesq. associados:Cleoni dos Santos Carvalho ; Daniel Alberto Wunderlin ; Diana Amaral Monteiro ; Evelise Nunes Fragoso de Moura ; Helen Sadauskas Henrique ; Magdalena Victoria Monferrán ; Michael Elliott ; Silvia Tamie Matsumoto
Assunto(s):Ecotoxicologia  Nanopartículas  Biota  Natação  Respiração  Material particulado  Poluição ambiental 

Resumo

A atividade industrial na obtenção e processamento de ferro, aço e outros processos siderúrgicos resulta na emissão de material particulado atmosférico (MPA) contendo metais livres e/ou nanopartículas. Oriundos da rocha original ou do processo produtivo, muitos metais são emergentes e ainda não possuem limites ambientais permissíveis na legislação. Dispersos na atmosfera contaminam tanto o ambiente aéreo quanto o aquático e, passivamente são incorporados pela biota local, incluindo os humanos. O acúmulo no organismo pode resultar em disfunção bioquímica e fisiológica com impacto na homeostasia, metabolismo e desempenho animal e na dinâmica do ambiente e na qualidade vida e saúde da população local. Este projeto propõe um estudo integrado, quanto a constituição do MPA, forma e dinâmica da internalização, capacidade e limites de acúmulo em diferentes órgãos de organismo aquáticos (vertebrados e invertebrados), biodisponibilidade, partição subcelular e possíveis danos nos diferentes processos biológicos. Estudos físico-químicos serão efetuados para identificar e quantificar os metais e nanopartículas presentes no MPA de uma região reconhecida pela magnitude da atividade siderúrgica e, técnicas químicas e morfológicas ultra- e nanoestruturais serão aplicadas para identificá-los a nível subcelular, avaliar a estrutura cristalográfica, estado de oxidação e biodisponibilidade em órgãos de animais submetidos a experimentos, in vivo, ex vivo e in vitro. Estudos genotóxicos, bioquímicos, fisiológicos e morfofuncionais serão efetuados nos organismos testes para identificar o mecanismo de ação dessa mistura de contaminantes metálicos e seus efeitos no desempenho animal frente a desafios ambientais. A abrangência e integração deste estudo para mapeamento do potencial tóxico do MPA, avaliação da contaminação aquática e danos subletais é inovador e altamente relevante para futuras tomadas de decisão em processos que envolvam esse tipo de contaminação e ainda ignoradas pelas regulamentações ambientais (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Pós-doutorado em ecotoxicologia na UFSCar e na Unifesp da Baixada Santista 
Pós-doutorado em ecotoxicologia na UFSCar e na Unifesp da Baixada Santista