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A evolução da sinalização de TNF nos Platelmintos sugere a cooptação do receptor de TNF na relação parasita-hospedeiro.

Processo: 20/11235-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de setembro de 2020 - 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Helmintologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Katia Cristina Pereira Oliveira Santos
Beneficiário:Katia Cristina Pereira Oliveira Santos
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Transdução de sinais 

Resumo

ResumoIntroduçãoA via de sinalização do TNF está envolvida na regulação de muitos processos celulares (comoapoptose, proliferação celular). Trabalhos anteriores indicaram o efeito do TNF-± humano sobre metabolismo, fisiologia, expressão gênica e fosforilação de proteínas no parasita Schistosoma mansoni e sugeriu que seu receptor de TNF fosse responsável por esta resposta. A falta de um ligante endógeno do TNF reforçou a ideia do uso de um ligante exógeno, mas também abre a possibilidade de que o receptor realmente se ligue a um ligante não canônico, conforme observado para NGFRs.MétodosPara obter uma visão mais abrangente, analisamos os genomas de platelmintos depositados emBanco de dados Wormbase ParaSite para investigar a presença de receptores TNF e seus respectivos ligantes. Usando diferentes abordagens de bioinformática, como as ferramentas HMMer e BLAST identificamos e caracterizamos a sequência de receptores de TNF e ligantes homólogos. Também usamos recursos de bioinformática para a identificação de domínios de proteínas conservadas e inferência bayesiana para análise filogenética.ResultadosNossas análises indicam a presença de 31 receptores de TNF em 30 espécies de platelmintos.Todos os platelmintos exibem um único receptor de TNF e todos são estruturalmente muito semelhantes para NGFR. Isso sugere que nenhum evento de duplicação e diversificação ocorreu neste filo, com exceção de uma única duplicação específica da espécie. Curiosamente, também identificamos Homólogos de ligantes de TNF em cinco espécies de Platelmintos de vida livre.ConclusõesEstes resultados sugerem que o receptor de TNF de Platelmintos pode ser capaz de se ligarligantes TNF canônicos, reforçando assim a ideia de que esses receptores são capazes de se ligarTNF-± humano. Isso também levanta a hipótese de que um ligante endógeno foi substituídopelo ligante do hospedeiro em platelmintos parasitas. Além disso, nossa análise indica que os domínios de morte (death domains) podem estar presentes na região intracelular da maioria dos receptores de TNF de Platyhelmintos, apontando assim para uma ação apoptótica anteriormente não relatada de tais receptores em Platelmintos. Nossos dados destacam a ideia de que o crosstalk parasita-hospedeiro usando o TNF. A via pode ser difundida em platelmintos parasitas para mediar as respostas apoptóticas.Isso abre uma nova hipótese para descobrir o que pode ser um componente importante paracompreender as infecções causadas por platelmintos (AU)