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A poluição do ar é o motor do envelhecimento renal prematuro

Processo: 19/19433-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de julho de 2020 - 30 de junho de 2025
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Convênio/Acordo: Organização Holandesa para a Pesquisa Científica (NWO)
Pesquisador responsável:Lucia da Conceição Andrade
Beneficiário:Lucia da Conceição Andrade
Pesq. responsável no exterior: Sandrine Florquin
Instituição no exterior: University of Amsterdam (UvA), Holanda
Pesq. responsável no exterior: Alessandra Tammaro
Instituição no exterior: University of Amsterdam (UvA), Holanda
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Andréa Teixeira Ustra ; Camila Eleuterio Rodrigues ; Maria de Fátima Andrade ; Mariana Matera Veras ; Talita Rojas Cunha Sanches
Bolsa(s) vinculada(s):19/26385-2 - Influência da poluição atmosférica na injúria renal aguda, BP.IC
Assunto(s):Insuficiência renal crônica  Epigênese genética  Inflamação  Nefrologia 

Resumo

O envelhecimento renal prematuro é um fator de risco para eventos adversos cardiovasculares, desenvolvimento de doença renal crônica (DRC) e progressão para doença renal terminal (DRT). A DRT está associada a baixa qualidade de vida, alta morbimortalidade e enormes gastos com assistência médica. A incidência de DRT varia muito entre os países com 6% na Holanda, em comparação com 11% em São Paulo. Um dos fatores negligenciados, possivelmente subjacentes à heterogeneidade no envelhecimento renal, é a exposição a fatores ambientais. Recentemente, estudos epidemiológicos vincularam a exposição ao material particulado no ar (PM2.5) a um risco aumentado de DRC. Alterações epigenéticas, estresse oxidativo e inflamação crônica estão entre os mecanismos que mediam os efeitos adversos à saúde do PM2,5. A pesquisa sobre a interação entre exposição individual a PM2.5, respostas epigenéticas e envelhecimento renal prematuro é limitada. Nosso projeto preencherá a lacuna desse conhecimento. Nossa hipótese é que a exposição ao PM2.5 forma um acelerador do envelhecimento renal, aumentando o risco de DRC. Para desvendar as alterações moleculares e biológicas induzidas pela exposição ao PM2.5 no rim, usaremos um modelo experimental exclusivo: o Harvard Ambient Particle Concentrator, no qual os ratos serão expostos ao PM2.5 durante o processo de envelhecimento e após a indução de lesão renal. Usando essa configuração, identificaremos uma assinatura exclusiva do PM2.5, que inclui alterações epigenéticas, transcriptômicas e metabólicas, que serão avaliadas como um fator de risco para a saúde renal em coortes observacionais na Holanda e em São Paulo. Prevemos que essa assinatura preveja diferenças individuais no declínio da função renal e será importante adotar medidas preventivas para promover o envelhecimento saudável renal. Além disso, usando técnicas de ponta, objetivamos a caracterização química e elementar e a rastreabilidade dos componentes da PM2.5 no sangue, rim e urina, para descobrir quais elementos da PM2.5 são tóxicos para os rins. Palavras-chave: PM2.5, envelhecimento renal, epigenética, inflamação, doença renal crônica. (AU)