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Traduzindo Ferro / Transformando Conhecimentos: Arquitetura, Projeto e Trabalho para um novo campo de Estudos da Produção [TF/TK]

Processo: 19/21593-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2020 - 31 de julho de 2024
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo - Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo
Convênio/Acordo: AHRC,UKRI
Pesquisador responsável:João Marcos de Almeida Lopes
Beneficiário:João Marcos de Almeida Lopes
Pesq. responsável no exterior: Katherine Jane Lloyd Thomas
Instituição no exterior: Newcastle University, Inglaterra
Instituição-sede: Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos (IAU). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Pesq. associados:José Tavares Correia de Lira ; Pedro Fiori Arantes
Bolsa(s) vinculada(s):20/15817-6 - Traduzindo ferro / transformando conhecimentos: arquitetura, projeto e trabalho para um novo campo de estudos da produção [TF/TK], BP.TT
Assunto(s):Canteiro de obras  Economia política  Trabalho  Teoria da arquitetura 

Resumo

Traduzindo Ferro / Transformando Conhecimentos - TF/TK é um projeto de pesquisa de 3,5 anos que reúne acadêmicos e profissionais do ambiente construído, do Reino Unido e do Brasil, para investigar, iluminar e promover alternativas mais justas e responsáveis para enfrentar o agravamento das condições de trabalho cada vez mais críticas na construção de edifícios contemporâneos em todo o planeta. Trabalhando em conjunto com pesquisadores afiliados e organizações parceiras de setores de construção formais e informais, e resistindo à separação entre projeto e construção, o TF/TK consolida e disponibiliza recursos e metodologias de pesquisa para a constituição do novo campo interdisciplinar e transcultural dos Estudos de Produção. Para tanto, mobiliza e disponibiliza, pela primeira vez em tradução para o inglês, o principal questionamento em projeto, trabalho e canteiro de obras pelo ainda ativo historiador e teórico da arquitetura Sérgio Ferro, cujo trabalho permanece pouco conhecido fora do contexto brasileiro e francês onde foi desenvolvido, apesar de sua pertinência para a crise urgente na construção de hoje.Baseando-se em disciplinas de economia política, sociologia, da filosofia à história da arte, arquitetura e construção, o arcabouço teórico proposto por Ferro fornece uma base crítica comum, teórica e metodológica para os Estudos da Produção, e direciona para a ação social, como já demonstrado por sua importante influência sobre arquitetos que trabalham no Brasil para assessorar tecnicamente movimentos de base e comunidades na produção autogerida de moradias. Alguns desses grupos (Usina, Arquitetura na Periferia, Peabiru) estão diretamente envolvidos no projeto, fortalecendo a sustentabilidade por meio de intercâmbio internacional e compartilhando seus conhecimentos de processos de construção alternativos com as culturas construtivas culturas como a do Reino Unido, onde a construção tradicional é dominante.Como meio de efetuar mudanças, este projeto de pesquisa e difusão teórica contribuirá para o debate sobre o conhecimento de projeto e produção de edifícios: por meio de um programa anual de simpósios e intercâmbios de Estudos de Produção no Reino Unido (Newcastle, Londres) e no estado de São Paulo (São Paulo; São Carlos) através da co-produção de 24 novos estudos de caso - que são apontados como exemplos para abordar a lacuna no conhecimento acadêmico de produção (histórias de produção informal e formal, abordagens disciplinares relacionadas como antropologia, ciência política) e para fornecer recursos para novas ações e mudanças (documentando o trabalho de movimentos sociais e autoconstrutores, registrando e experimentando formas alternativas de pedagogia do projeto que envolvem a produção); e em conjunto com parceiros do projeto (como, em São Paulo, o IAB-SP, a UMM, o Centro Gaspar Garcia e, no Reino Unido, o RIBA, o Instituto Real de Arquitetos Britânicos, o Centro de Construção, William Morris Gallery, dentre outros) através de oficinas locais, projetos de construção ao vivo, treinamento de desenvolvimento profissional, palestras públicas, teatro, exibições de filmes com profissionais de arquitetura, profissionais e instituições da indústria da construção, ativistas, estudantes de arquitetura e pedagogos. (AU)