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Lipídios secretados pelo tecido adiposo como comunicadores associando resistência à insulina à hiperinsulinemia na obesidade

Processo: 19/26008-4
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2020 - 31 de janeiro de 2024
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Convênio/Acordo: Sociedade Max Planck para o Avanço da Ciência
Pesquisador responsável:Luiz Osório Silveira Leiria
Beneficiário:Luiz Osório Silveira Leiria
Pesq. responsável no exterior: Stefan Offermanns
Instituição no exterior: Max Planck Society, Bad Nauheim, Alemanha
Instituição Sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Ácidos graxos  Adipócitos  Insulina  Oxilipinas  Células secretoras de insulina 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:ácidos graxos | adipócitos | Células Beta | Insulina | oxilipinas | Diabetes e obesidade

Resumo

A obesidade é uma epidemia global cuja prevalência tem aumentado nos últimos anos, além de constituir fator de risco para doenças importantes incluindo diabetes melitus tipo 2 (DMT2). Nas fases iniciais do DMT2, os tecidos que usam glicose como substrato se tornam resistentes à ação da insulina, aumentando assim os níveis glicêmicos. Como resposta compensatória, as células beta-pancreáticas passam a produzir e secretar mais insulina, produzindo um quadro de hiperinsulinemia. A hiperinsulinemia por si só contribui para uma série de complicações do DMT2, tais como hipertensão, aumento da adiposidade, aumento do risco de vários tipos de câncer, esteatose hepática, entre outras. Estudos experimentais provaram que a hiperinsulinemia é fator causador e independente para o desenvolvimento de obesidade. Se por um lado sabe-se que a hiperinsulinemia promove a diferenciação de adipócitos, por outro lado existem evidências de que a lipólise no tecido adiposo pode levar ao aumento da secreção de insulina pelas células-beta através de ácidos graxos liberados na circulação. Interessantemente, a resistência à insulina no tecido adiposo resultante da obesidade também pode levar à lipólise, porém ainda não se sabe exatamente se existe relação causal entre este evento e a hiperinsulinemia na obesidade. Nossa hipótese é de que a liberação de lipídios na circulação como resultado da lipólise, é necessária para a hiperinsulinemia em resposta a hiperglicemia sustentada nos primeiros estágios do DMT2. Ainda, acreditamos que existem espécies lipídicas específicas liberadas pelo tecido adiposo nessas condições e que atuam em receptores específicos nas células beta para promover tal a hiperinsulinemia. Com isso, nossos objetivos principais são: (i) investigar se a deleção da enzima que inicia a reação de lipólise, a lipase de triglicérides adiposos (Atgl) especificamente em adipócitos, protege os animais da hiperinsulinemia induzida por dieta hiperlipídica; (ii) identificar os principais lipídios liberados na circulação de camundongos obesos selvagens, mas que estão ausentes nos animais transgênicos que não realizam lipólise; (iii) dentre estes lipídios, identificar aqueles que possuem capacidade de induzir secreção de insulina ou promover proliferação de células beta; (iv) identificar os receptores acoplados a proteína G (GPCR) que são capazes de se ligar aos lipídios identificados; (v) estudar a relevância fisiológica destes GPCRs na hiperinsulinemia induzida por obesidade. (AU)

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SUGIMOTO, SATORU; MENA, HEBE AGUSTINA; SANSBURY, BRIAN E.; KOBAYASHI, SHIO; TSUJI, TADATAKA; WANG, CHIH-HAO; YIN, XUANZHI; HUANG, TIAN LIAN; KUSUYAMA, JOJI; KODANI, SEAN D.; et al. Brown adipose tissue-derived MaR2 contributes to cold-induced resolution of inflammation. NATURE METABOLISM, v. 4, n. 6, p. 28-pg., . (19/26008-4, 19/20554-7)
SPONTON, CARLOS H.; DE LIMA-JUNIOR, JOSE CARLOS; LEIRIA, LUIZ O.. What puts the heat on thermogenic fat: metabolism of fuel substrates. TRENDS IN ENDOCRINOLOGY AND METABOLISM, v. 33, n. 8, p. 13-pg., . (20/05040-4, 17/08264-8, 19/26008-4, 19/15025-5)

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