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Estruturação de uma nova cadeia produtiva de biogás baseada em Agave

Processo: 20/02524-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2020 - 31 de outubro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Vegetal
Pesquisador responsável:Gonçalo Amarante Guimarães Pereira
Beneficiário:Gonçalo Amarante Guimarães Pereira
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados: Ana Cristina Fermino Soares ; Aristóteles Góes Neto ; Gustavo Mockaitis ; Marcelo Falsarella Carazzolle ; MARIA ANGELICA PEREIRA DE CARVALHO COSTA ; Sarita Candida Rabelo
Assunto(s):Biologia computacional  Biomassa  Biometano  Transcriptômica 

Resumo

A Bahia é o maior produtor de fibra de sisal do mundo, uma fibra extraída da espécie Agave sisalana. A produção da Bahia é de cerca de 20.400 toneladas, que corresponde a 58% da produção mundial. Entretanto, de uma planta de Agave, a fibra representa apenas 4% do peso da folha, restando o bagaço úmido, um material riquíssimo em matéria orgânica e diversas moléculas com potencial para a química fina, que é abandonado no campo, o que acaba por se constituir em um problema por ser foco de pragas e doenças, inclusive para o ser humano. A cana de açúcar experimentou situação parecida na década de 70, quando o Brasil iniciou o Pró-álcool. Nesse setor a solução encontrada foi a conversão desse material em energia elétrica a partir da queima em caldeiras. Hoje em dia é produzido cerca de 27,1 TWh anualmente desse material, sendo a segunda maior fonte de energia elétrica renovável no país. No caso do Sisal, entretanto, a situação é diferente. Trata-se de agricultura familiar, com nível de organização muito baixo e pouca capacidade de investimento. Assim, uma possibilidade para geração de energia a partir do bagaço do sisal está na geração de biogás. Dito isso, o objetivo do presente projeto é caracterizar do ponto de vista genético, fenotípico e químico diferentes acessos de Agave plantados na região produtora de sisal no semiárido da Bahia, além de plantas importadas com alta produtividade, avaliando o potencial de produção de biogás de alguns acessos, considerando a planta inteira e o bagaço deixado no campo pelo sistema produtivo de fibra de sisal atualmente aplicado na Bahia. (AU)