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A terapia de fotobiomodulação combinada a campo magnético estático (TFBM-CME) promove efeitos ergogênicos mesmo quando o grupo muscular exercitado não é irradiado? Um ensaio clínico aleatorizado, placebo controlado e triplo-cego

Processo: 20/12039-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de novembro de 2020 - 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Ernesto Cesar Pinto Leal Junior
Beneficiário:Ernesto Cesar Pinto Leal Junior
Instituição-sede: Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Campus Vergueiro. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/21982-0 - Efeitos da terapia de fotobiomodulação no treinamento e destreinamento de força em humanos., AP.R
Assunto(s):Fisioterapia  Desempenho atlético  Reabilitação 

Resumo

Antecedentes: A aplicação direta da terapia de fotobiomodulação (TFBM) utilizando laserterapia de baixa potência (LBP) e diodos emissores de luz (LEDs) combinados com um campo magnético estático (CME) (TFBM-CME) nos tecidos alvo têm demonstrado efeitos positivos sobre o desempenho muscular e recuperação pós-exercício. Estudos relataram possíveis efeitos da TFBM quando um localdistante do tecido alvo é irradiado. Notavelmente, a extensão desses efeitos sobre o desempenho musculoesquelético e o local ideal de irradiação permanecem obscuros, embora esta informação seja clinicamente importante, uma vez que esses aspectos podem afetar diretamente a magnitude do efeito. Portanto, investigamos os efeitos das irradiações locais e não locais com TFBM-CME no desempenho musculoesquelético e na recuperação pós-exercício antes de um protocolo de exercício excêntrico.Métodos: Este estudo randomizado, triplo-cego (participantes, terapeutas e avaliadores), placebo-controlado, incluiu 30 voluntários saudáveis do sexo masculino aleatoriamente designados para os grupos placebo, local e não local. TFBM-CME ativa ou placebo foi aplicado em 6 locais do músculo quadríceps de ambas as pernas. Um protocolo de exercício excêntrico foi utilizado para induzir a fadiga. O desfecho primário foi o pico de torque avaliado pela contração voluntária máxima (CVM). Os desfechos secundários foram dor muscular de início tardio (DMIT) medida por escala visual analógica (EVA), lesão muscular avaliada através da atividade da creatina quinase (CK) e níveis de lactato sanguíneo. As avaliações foram realizadas antes do protocolo de exercício excêntrico (linha de base), bem como imediatamente após e 1, 24, 48 e 72 horas após a conclusão do protocolo de exercício excêntrico. Resultados: Dez voluntários foram randomizados por grupo e analisados para todos os desfechos. Em comparação com os grupos placebo e não-local, a irradiação local com TFBM-CME levou a uma melhora estatisticamente significante (p<0,05) em relação a todas as variáveis analisadas. Os resultados observados no grupo não local foram semelhantes aos do grupo placebo em relação a todas as variáveis. Os voluntários não relataram quaisquer efeitos adversos. Conclusão: Nossos resultados suportam as evidências atuais de que a irradiação local de todos os músculos exercitados promovem efeitos ergogênicos. TFBM-CME melhorou o desempenho e reduziu a fadiga muscular apenas quando aplicada localmente aos músculos envolvidos na atividade física. (AU)