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Análise do espectro de linfócitos T invariantes natural killer no autismo

Resumo

Diferentes estudos indicam a existência de uma relação entre o sistema imunológico (SI) e a patogênese do transtorno do espectro altista (TEA). Além da predisposição genética, agentes ambientais como o ácido valpróico e doenças infecciosas também representam um fator de risco para o desenvolvimento da TEA. Apesar dos mecanismos envolvidos nesse fenômeno ainda serem desconhecidos, modelos experimentais demonstraram uma correlação entre citocinas inflamatórias e o desenvolvimento de um fenótipo do tipo TEA em recém-nascidos. Em paralelo, indivíduos com TEA apresentam uma série de desordens imunológicas, como autoimunidade e susceptibilidade às infecções. Assim, o desenvolvimento de TEA está associado com um estado pro-inflamatório durante a gestação, o qual acaba comprometendo o desenvolvimento do cérebro e a futura homeostase do SI. Nesse contexto, ainda não existem dados na literatura sobre o papel dos linfócitos T invariantes Natural Killer (iNKT) na patofisiologia da TEA. As células iNKT são linfócitos não convencionais que possuem a habilidade de secretar rapidamente uma série de citocinas, influenciando dessa forma diferentes doenças mediadas pelo SI. Essas células, por exemplo, desempenham um papel essencial na homeostase das células imunes da decídua, na indução de aborto e nascimento precoce ou tardio. Além disso, pacientes com TEA apresentam uma redução importante na frequência de linfócitos iNKT no sangue, de maneira semelhante ao observado no modelo genético de ASD (animais BTBR). Portanto, existe uma série de evidências que indicam um papel importante dos linfócitos iNKT na patofisiologia da TEA. Para corroborarmos essa hipótese, pretendemos utilizar o modelo de TEA induzida pela administração de ácido valpróico e animais J±18-/- mice, deficientes em células iNKT. Assim, a presente proposta tem como objetivo promover a associação entre os Laboratórios de Imunopatologia Experimental (Brasil) e de Neuroimunologia e Pesquisa Comportamental (UK), para determinarmos a relação entre os linfócitos iNKT e a patofisiologia da TEA. Com isso, será possível o desenvolvimento de projetos futuros com o objetivo de melhorar o entendimento da TEA e propor novas alternativas para seu tratamento. Além disso, a troca de experiências e de tecnologia entre nossos grupos irá contribuir para a compreensão da relação entre os linfócitos iNKT e o sistema nervoso, potencializando o desenvolvimento de novas alternativas para imunoterapia. (AU)