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Avaliando os efeitos das mudanças climáticas do passado e do futuro na biodiversidade Amazônica (CLAMBIO)

Processo: 19/24349-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Programa BIOTA - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2020 - 30 de novembro de 2023
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Convênio/Acordo: Biodiversa
Pesquisador responsável:Cristiano Mazur Chiessi
Beneficiário:Cristiano Mazur Chiessi
Pesq. responsável no exterior: Hanna Tuomisto
Instituição no exterior: University of Turku, Finlândia
Instituição-sede: Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Camila Cherem Ribas ; Carlos Augusto da Silva Peres ; Florian Karl Wittmann
Assunto(s):Filogenia  Biodiversidade  Diversidade genética  Mudança climática  Paleoclima  Clima  Amazônia  Biota 

Resumo

As mudanças climáticas afetam a vida em todos os níveis, desde a estrutura genética das populações de animais e plantas até a organização socioeconômica das comunidades humanas. Para a Amazônia, os modelos atuais projetam climas mais quentes e secos no futuro, o que poderia tornar grandes áreas inadequadas para espécies adaptadas às florestas úmidas e aumentar a suscetibilidade da vegetação a incêndios, promovendo a savanização. Isso, por sua vez, reduziria a biodiversidade, a biomassa, o armazenamento de carbono e a produtividade das florestas, além de reduzir ainda mais as chuvas locais e afetar os níveis da água dos rios através de impactos na circulação da água. O clima também mudou no passado, o que provavelmente causou reorganizações da biota amazônica. Estudos sobre esses eventos passados podem ajudar a estimar possíveis impactos das mudanças climáticas no futuro. Pretendemos integrar dados sobre distribuição de espécies, genômica de populações e filogenética de comunidades para reconstruir a história demográfica recente de populações em grupos de plantas e animais selecionados e inferir como as mudanças climáticas passadas afetaram a estabilidade do habitat, a dispersão e as extinções locais. Os dados ambientais atuais serão usados para caracterizar habitats adequados e identificar as restrições mais importantes nas distribuições de espécies vegetais e animais, e para modelar como as distribuições de habitats adequados podem mudar no futuro, dados os cenários climáticos atuais e o provável aumento do risco de incêndios florestais. Esses resultados serão integrados para estimar o grau de singularidade e vulnerabilidade das comunidades biológicas na Amazônia. Como os povos ribeirinhos e indígenas dependem das florestas para sua subsistência, os estudos serão feitos em estreita colaboração com organizações dos povos indígenas nas bacias hidrográficas de dois grandes rios, o Xingu e o Negro. O projeto busca, ao mesmo tempo, gerar uma nova abordagem sobre os prováveis impactos das mudanças climáticas na biodiversidade amazônica, identificar possíveis estratégias de mitigação e ajudar os povos afetados a reconhecer as tendências de mudança ambiental e comunicar suas necessidades aos tomadores de decisões. (AU)