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Comunidades tradicionais, conservação ambiental e políticas territoriais

Processo: 19/25507-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2020 - 31 de outubro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Rural
Convênio/Acordo: CONFAP - Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa
Pesquisador responsável:Mauro William Barbosa de Almeida
Beneficiário:Mauro William Barbosa de Almeida
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados:Augusto de Arruda Postigo ; Bruna Cigaran da Rocha ; Cristina Adams ; Dídac Santos Fita ; Diego Amoedo Martínez ; Eduardo Góes Neves ; Helbert Medeiros Prado ; Helena França ; Hugo Gravina Affonso ; James Angus Fraser ; Jeremy Michael Campbell ; Lucybeth Camargo de Arruda ; Maria Manuela Ligeti Carneiro da Cunha ; Ricardo Scoles ; Roberto Sanches Rezende ; Rodrigo Ribeiro de Castro ; Sônia Maria Simões Barbosa Magalhães Santos ; Vinicius Eduardo Honorato de Oliveira
Assunto(s):Áreas de conservação 

Resumo

Este projeto de pesquisa tem como objetivo estabelecer um polo de reflexão para o desenvolvimento de políticas agrárias e ambientais, a partir de uma análise multidisciplinar e colaborativa de conflitos envolvendo unidades de conservação e territórios tradicionalmente ocupados. O material empírico é oriundo, principalmente, das bacias dos rios Xingu e Trombetas, no Pará, e da região da Jureia, no estado de São Paulo. Em cada uma das situações sob análise, à repressão de comunidades tradicionais por órgãos ambientais se articulam os efeitos de outras políticas agrárias e ambientais relativamente recentes, como a de concessões florestais, regularização fundiária e projetos de privatização da gestão de áreas protegidas. Por outro lado, o desmonte da gestão ambiental dessas áreas, ao invés de reduzir a pressão sobre as comunidades, produz novos vetores de conflito, à exemplo da grilagem, exploração de madeira e garimpos. Propomo-nos, assim, entender de que forma vetores potencialmente confluentes tornam-se conflitantes. Pesquisas recentes embasam a hipótese de que políticas agrárias e ambientais devam se assentar sobre novas bases, que não apenas equacionem os direitos de povos e comunidades tradicionais e parâmetros de conservação ambiental, como dados a priori, mas que efetivamente se constituam a partir de elaborações das próprias comunidades sobre o tema. (AU)