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Avaliação da disfunção endotelial na parede faríngea em pacientes com apneia obstrutiva do sono

Processo: 20/09089-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2020 - 30 de novembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Michel Burihan Cahali
Beneficiário:Michel Burihan Cahali
Instituição-sede: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Luiz Ubirajara Sennes ; Thais Mauad
Assunto(s):Apneia obstrutiva do sono  Faringe  Otorrinolaringologia 

Resumo

Introdução: Apnea Obstrutiva do Sono (AOS) é um distúrbio respiratório do sono muito prevalente e associado a relevante morbidade cardiovascular. A fisiopatologia da morbidade cardiovascular na AOS está associada à disfunção endotelial, aumento da ativação simpática, enrijecimento arterial e inflamação crônica sistêmica. A disfunção endotelial é frequentemente considerada uma das alterações mais precoces e, possivelmente, reversíveis durante o desenvolvimento da aterosclerose. As possíveis causas para disfunção endotelial na AOS incluem as repetidas hipoxemias com a produção de espécies reativas de oxigênio e a inflamação sistêmica. As concentrações séricas de alguns marcadores inflamatórios parecem estar aumentadas em pacientes com AOS. A faringe é o órgão primariamente envolvido na AOS, recebendo o impacto mecânico da vibração crônica decorrente dos roncos e dos episódios recorrentes de estreitamento e colapso da via aérea, associados ao aumento do esforço inspiratório durante os eventos obstrutivos da AOS. A participação mecânica da parede lateral da faringe nos eventos obstrutivos da AOS já foi demonstrada. A presença de marcadores de disfunção endotelial nos vasos da musculatura da parede lateral da faringe não foi investigada e constitui-se um potencial marcador ultra precoce da disfunção endotelial na AOS. O objetivo deste estudo é quantificar a presença de importantes marcadores inflamatórios nos vasos sanguíneos da parede da musculatura faríngea em pacientes com AOS, em roncadores sem AOS e em indivíduos não roncadores sem AOS para verificar o quão precoce estas alterações endoteliais podem estar presentes dentro do espectro de gravidade da AOS. Métodos: Avaliaremos biópsias da parede muscular faríngea profunda (músculo constritor superior da faringe) obtidas durante cirurgias faríngeas em pacientes com AOS (28 casos), roncadores primários (18 casos) e indivíduos sem ronco ou AOS (14 casos). Estas cirurgias foram realizadas nos anos 2005 e 2006 e as amostras de tecido, conservadas em blocos de parafina. Secções deste material foram utilizadas em um estudo histológico prévio do nosso grupo. Estes espécimes serão submetidos a reação imunoistoquímica para detectar e quantificar a presença dos seguintes marcadores nos vasos teciduais: ENDOCAN (ESM-1), VEGF (fator de crescimento endotelial vascular), VCAM-1 (molécula de adesão vascular 1), ET-1 (endotelina 1) e E-selectin (E-selectina). A expressão de cada marcador será comparada entre os grupos estudados. (AU)