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Avaliação clínica e molecular do carcinoma medular da tireoide esporádico em jovens

Processo: 19/20300-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2020 - 30 de novembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Ana Amélia Fialho de Oliveira Hoff
Beneficiário:Ana Amélia Fialho de Oliveira Hoff
Instituição-sede: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (ICESP). Coordenadoria de Serviços de Saúde (CSS). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Alexander Augusto de Lima Jorge ; Luciana Audi de Castro Neves ; Maria Aparecida Nagai
Assunto(s):Biologia molecular  Exoma  Oncologia  Endocrinologia 

Resumo

O carcinoma medular da tireoide (CMT) é um tumor neuroendócrino raro originário das células parafoliculares da tireoide que ocorre na forma esporádica e hereditária. A forma hereditária ocorre em 25% dos casos e está associada a uma síndrome autossômica dominante denominada neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (MEN2), a qual é subclassificada em MEN2A e MEN2B. Esta síndrome é causada por mutações germinativas ativadoras no proto-oncogene RET (rearranged during transfection) o qual têm papel crucial no desenvolvimento do CMT. A alta prevalência do CMT em pacientes portadores de mutações no gene RET e a possibilidade de cura da doença pela tireoidectomia profilática são razões para a indicação da análise genética em todos os portadores de CMT independente da história familiar (1).A idade de apresentação do CMT nos casos familiares depende da mutação do RET, mas geralmente ocorre precocemente, antes da terceira década de vida. Os casos mais agressivos que são associados à mutação p.Met918Thr relacionada a MEN 2B, desenvolvem o CMT já no primeiro ano de vida.Mutações no gene RET, principal causa do CMT hereditário, são encontradas em praticamente todos esses casos, entretanto, o sequenciamento completo do exoma propiciou a caracterização de mutações germinativas em duas famílias com CMT hereditário RET negativo nos genes ESR2 e MET (2, 3).Em contrapartida, o CMT esporádico que por definição, não está associado a mutações germinativas do RET, ocorre mais tardiamente, entre a quarta e sexta décadas de vida. A análise do DNA tumoral destes casos, incluindo estudos de sequenciamento completo do exoma, identificou a presença de mutações somáticas nos genes RET, HRAS e KRAS e menos frequentemente, mutações nos genes MDC1 e ATM (4 - 16). Entretanto, ao redor de 30% dos pacientes com CMT esporádico permanecem sem identificação de genes responsáveis pelo desenvolvimento do tumor (17). Além disso, estudos realizados até o momento não correlacionaram as alterações somáticas com a apresentação clínica, evolução e sobrevida destes pacientes. Ao mesmo tempo, não há na literatura estudos selecionando grupos de pacientes com maior probabilidade de alteração genética como, por exemplo, indivíduos jovens e com doença agressiva.Este projeto visa avaliar alterações genéticas envolvidas na carcinogênese de pacientes com CMT de desenvolvimento precoce e evolução agressiva que não possuam mutações germinativas do RET. (AU)