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Composição dos CDRs de imunoglobulinas: geografia e co-evolução com patógenos indutores de febre

Resumo

A neutralização de um patógeno requer que a ligação entre o anticorpo específico e o patógeno apresente afinidade ótima. Esta afinidade é determinada pelo landscape (cargas e formatos) dos aminoácidos que compõem as regiões que entrarão em contato. O patógeno pode escapar do sistema imune do hospedeiro alterando estes aminoácidos, enquanto o repertório de imunoglobulinas do hospedeiro apresenta estratégias que resultam em altas taxas de mutação nas regiões de contato, as CDRs. As altas temperaturas da febre produzida durante uma patologia, podem alterar a conformação destas regiões de interface, melhorando ou piorando a capacidade neutralizante de um anticorpo. Neste projeto, avaliaremos a composição de aminoácidos das regiões CDRs de anticorpos neutralizantes contra P. falciparum e SARS-CoV-2, visando determinar qual a contribuição do repertório gerado pela linhagem germinativa em contraste com o obtido por maturação de afinidade, que ocorre sob influência do patógeno. Compararemos os repertórios em linhagem germinativa de várias populações modernas, distribuídas em diferentes localizações geográficas, com aqueles obtidos de populações ancestrais (Neandertais, Denisovanos, etc). Antecipamos que este projeto contribuirá para o entendimento da co-evolução entre patógenos e imunoglobulinas em duas frentes: (i) a influência da geografia e doenças locais como pressão seletiva do repertório de imunoglobulinas, e (ii) a contribuição do potencial para mudanças conformacionais das imunoglobulinas neutralizantes, quando sob episódio febril, para a patogênese da malária e da COVID-19. (AU)