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Microplásticos na costa sul e sudeste do Brasil: ocorrência, distribuição e fontes

Processo: 19/03665-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2021 - 31 de janeiro de 2024
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Química
Convênio/Acordo: União Europeia (Horizonte 2020)
Pesquisador responsável:Rosalinda Carmela Montone
Beneficiário:Rosalinda Carmela Montone
Pesq. responsável no exterior: Luca Brandt
Instituição no exterior: KTH Royal Institute of Technology, Suécia
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Caio Vinícius Zecchin Cipro ; Maria Virginia Petry ; Theresinha Monteiro Absher
Assunto(s):Poluentes orgânicos persistentes  Água do mar  Sedimentos 

Resumo

Embora os microplásticos sejam onipresentes, apenas informações escassas estão disponíveis para a área marinha brasileira, principalmente próximo da plataforma continental. Muitos materiais plásticos e detritos são descartados nos lixões da costa ou nas áreas aquáticas e terminam no mar. A presença de microplásticos no ambiente marinho será avaliada em amostras de água e sedimentos coletadas na plataforma continental da costa sul do Brasil em uma área chamada cinturões de lama (mudbelts), que é um centro de lama de depósito alongado. Além disso, fragmentos de plástico encontrados em aves marinhas, como o petrel - Procellaria conspicillata que se alimenta na área de amostragem sendo encontrado morto nas praias do sul do país, serão amostrados e classificados em tipos de polímeros por espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier (FTIR). Poluentes Orgânicos Persistentes (POP) serão analisados em plásticos encontrados nesses animais e em cada estação a quantidade total em água e sedimento, uma vez que os fragmentos são muito pequenos para serem analisados individualmente. Testemunhos de sedimentos com 30-40 cm serão coletados em cerca de 10 estações ao redor da área costeira do sul e sudeste do Brasil utilizando-se o amostrador "Box corer". A separação dos microplásticos será realizada com cloreto de zinco usando o princípio da densidade de flotação em um isolamento de microplástico sedimentar (SMI). As amostras da água do mar de superfície serão coletadas através de arrasto de rede tipo Manta. As carcaças de aves marinhas serão amostradas mensalmente ao longo de 120 km de praia na costa média da região sul do Brasil. Para a análise de POPs, as amostras serão extraídas em Soxhlet com solventes orgânicos. A purificação será realizada em cromatografia de adsorção com alumina e sílica. Os compostos serão analisados quantitativamente por um cromatógrafo a gás acoplado a um espectrômetro de massa (GC / MS) e cromatógrafo a gás equipado com detector de captura de elétrons (GC-ECD). Os resultados serão usados para avaliar os caminhos e as tendências da ocorrência de detritos plásticos ao longo da costa sul do Brasil e sua influência no ambiente marinho. (AU)