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Manutenção das morfologias divergentes em simpatria: o caso da alga vermelha Hypnea pseudomusciformis

Resumo

Hypnea pseudomusciformis é uma das espécies mais comuns na costa brasileira. Pesquisas confirmaram que essa alga mostra uma grande variação morfológica, geneticamente semelhante, mesmo na simpatria, e que essa variação é estável na cultura. A pesquisa também mostrou que essas morfologias geneticamente estáveis são reprodutivamente compatíveis. Como os organismos reprodutivamente compatíveis mantêm morfologias divergentes na simpatria? Este trabalho terá implicações tanto para estudos evolutivos de algas, ou seja, especiação motriz de fatores, além de respostas de algas a diversos ambientes, ou seja, mudanças ambientais. Essa colaboração aproveitará as visitas recíprocas (Nova Zelândia e Brasil) para desenvolver marcadores nucleares variáveis que serão usados para determinar se mecanismos desconhecidos de isolamento reprodutivo mantêm o isolamento, levando a essas morfologias divergentes. Este trabalho também iniciará estudos sobre a filogeografia e genética populacional de algas marinhas, utilizando marcadores hipervariáveis, nas costas brasileiras. O Dr. Fabio Nauer é especialista na variação genética e reprodução de algas brasileiras, especialmente o gênero Hypnea, e essa pesquisa será uma continuação e levará a novas aplicações de sua pesquisa na FAPESP. O professor Zuccarello tem interesse na variação intra-específica e nos mecanismos mantidos e produzindo variação e levando à especiação. (AU)