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Estudo de diferentes conexões internas implante/pilar protético: transmissão de tensões e capacidade de vedamento bacteriano sob condições estáticas e pós carregamento termomecânico

Resumo

O uso dos implantes para reabilitação de pacientes total ou parcialmente desdentados tem sido cada vez maior e com grande índice de sucesso. Entretanto vários estudos apontam que existe microinfiltração bacteriana bidirecional através da interface implante/pilar e esta pode comprometer o sucesso dos implantes em longo prazo. O objetivo do presente estudo será avaliar a passagem de espécies bacterianas da saliva humana para o interior dos implantes através da interface implante/pilar protético após simulação de fadiga mecânica acelerada utilizando a técnica de sequenciamento de DNA. Para a realização deste estudo serão utilizados implantes de conexão interna cônica e em triplo canal interno associadas a pilares tipo munhão universal, sólidos e de parafuso passante, UCLAs e bases de titânio, de três fabricantes diferentes. Cada parte do estudo (3) será relativa a um sistema de fábrica, não havendo mistura entre os fabricantes. Os conjuntos implante/pilar serão torqueados de acordo com as recomendações de cada fabricante. Para as bases de titânio e CoCr serão produzidos pilares personalizados. Em seguida, cada conjunto será escaneado e coroas em resina serão obtidas por impressão 3D. As coroas serão cimentadas com cimento temporário. Em seguida os conjuntos serão escaneados em microCT para avaliação das interfaces. Posteriormente, serão imersos em saliva humana e submetidos ao ensaio de fadiga mecânica, 2 X 106 ciclos, em frequência de 5Hz e carga de 200N, com sliding da coroa. A carga será aplicada sobre a incisal da coroa com inclinação de 30º em relação ao longo eixo do implante e durante o ensaio, os corpos de prova serão simultaneamente ciclados termicamente entre 5º e 55º C. Terminada a ciclagem os conjuntos serão removidos da máquina de ensaios, desinfetados externamente e resubmetidos ao microCT. Logo em seguida o conteúdo do interior dos implantes e o material presente nas roscas dos parafusos de fixação dos seus respectivos conectores protéticos serão coletados e as amostras a serão processadas pela técnica de pirosequenciamento do gene ribossomal bacteriano 16S. Os dados obtidos serão submetidos à análise estatística apropriada. (AU)