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Produção de mangiferina e flavonoides a partir de resíduos das cascas de manga por processo inovador de extração-separação

Processo: 19/22879-0
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Programa Bioen - PIPE
Vigência: 01 de fevereiro de 2021 - 31 de dezembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Pesquisador responsável:Isabel Duarte Coutinho
Beneficiário:Isabel Duarte Coutinho
Empresa Sede:Natcrom Soluções Sustentáveis Ltda
CNAE: Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais
Município: Araraquara
Pesquisadores associados:Cristiano Soleo de Funari
Bolsa(s) vinculada(s):21/05690-1 - Implementação de boas práticas de fabricação de insumos obtidos a partir de resíduos agroindustriais, BP.TT
21/01683-0 - Implementação de boas práticas de fabricação de insumos obtidos a partir de resíduos agroindustriais, BP.TT
21/01693-6 - Preparo de amostra de resíduos agroindustriais para extração-purificação de fitoquímicos e pectina, BP.TT
21/01032-0 - Produção de mangiferina e flavonoides a partir de resíduos das cascas da manga por processo inovador de extração-separação, BP.BIOEN.PIPE
Assunto(s):Cromatografia  Química de produtos naturais  Biorrefinarias  Resíduos industriais  Flavonoides  Cascas (planta)  Manga  Mangifera indica  Bioenergia 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Biorefinaria | Cromatografia | Mangifera indica | resíduo agroindustrial | Tommy Atkins | Química de Produtos Naturais

Resumo

O Brasil é o sétimo produtor mundial de manga e o estado de São Paulo é responsável por 45% da produção nacional. Os resíduos agroindustriais da cadeia produtiva da manga são constituídos majoritariamente por cascas e amêndoas, e representam em torno de 20-40% v/v da fruta. Os principais constituintes químicos das cascas são compostos fenólicos (taninos, flavonoides e mangiferina), pigmentos naturais (carotenos e antocianinas) e biopolímeros (pectina, celulose e lignina). Diversas atividades biológicas têm sido atribuídas à composição química das cascas da manga, entretanto, apenas iniciativas de baixo valor econômico tem sido utilizado para a recuperação desse resíduo, tais como, produção de biocombustíveis, pellets, farinha e rações animais. Diante desse cenário, a NatChrom surge com uma tecnologia inovadora para obtenção de fitoquímicos empregando um processo de extração-separação eficiente que será utilizado no aproveitamento do resíduo das cascas da manga para produção de insumos de alto valor agregado. A proposta tem como estratégia experimental: i) demonstrar a viabilidade tecnológica e científica do recente sistema de extração-separação online da escala analítica para escala preparativa (scale-up); ii) produzir mangiferina e frações enriquecidas de flavonoides a partir do resíduo das cascas como prova de conceito da tecnologia desenvolvida. As cascas da variedade Tommy Atkins serão fornecidas, inicialmente, por uma empresa de parceria já estabelecida e após a extração-separação dos fitoquímicos, o resíduo polimérico resultante será reenviado à empresa para produção de pellets, os quais serão utilizados para geração de energia. O impacto do processo desenvolvido, assim como dos equipamentos utilizados serão avaliados empregando-se uma métrica verde e comparado com métodos convencionais. Assim, a NatChrom naasce com grande potencial para oferecer ao mercado fitoquímicos de alta pureza para as indústrias cosméticas, farmacêuticas e alimentícias. O aproveitamento das cascas da manga em bio-produto e bio-energia, num contexto de bioferinaria e bioeconomia, irá reduzir impactos ambientais quando comparado aos métodos tradicionais como aterro, incineração e uso em ração animal. (AU)

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