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Caracterização química de compostos bioativos de plantas alimentícias não convencionais (panc) para o desenvolvimento de produtos com apelo funcional

Processo: 20/08761-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2021 - 31 de janeiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Convênio/Acordo: FAPEAM
Pesquisador responsável:Glaucia Maria Pastore
Beneficiário:Glaucia Maria Pastore
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados: Edgar Aparecido Sanches ; Henrique Silvano Arruda ; Iramaia Angélica Neri Numa ; Jaqueline de Araújo Bezerra ; Lúcia Schuch Boeira ; Pedro Henrique Campelo Felix
Assunto(s):Bioprospecção  Compostos bioativos  Bioquímica de alimentos 

Resumo

A alimentação é uma das necessidades mais básicas e primordiais do ser humano, uma vez que a alimentação não somente assegura a saciedade orgânica para a manutenção fisiológica do corpo, mas também desempenha um importante papel nas construções socioculturais bem como as formas de organização da própria agricultura em todo o mundo. Além disso, a incidência de doenças crônicas não transmissíveis (DNTs; síndromes metabólicas, doenças cardiovasculares, câncer e doenças respiratórias crônicas) resultantes do aumento do consumo de energia processada ricos em alimentos com baixo teor de micronutrientes bioativos e estilos de vida sedentários e estressantes, impactam significativamente não somente o sistema alimentar na saúde mas também a economia, a equidade e o meio ambiente. Paralelamente, estudos epidemiológicos demonstram que intervenções nutricionais com alimentos ricos em polifenóis (ex.: flavonoides) podem mitigar diversas comorbidades. Tais evidências corroboram papel central desses compostos no status redox, na inflamação e no perfil lipídico, tornando-os elegíveis para a manutenção das síndromes metabólicas, distúrbios cardiovasculares e neurodegenerativos.Por conseguinte, os poderes públicos têm se associado a indústria de alimentos, visando a busca de soluções significativas e duradouras, sem abrir mão das facilidades contemporâneas. Alinhadas a este conceito, as indústrias de alimentos têm trabalhado para desenvolver alternativas que atendam às novas demandas de saudabilidade, visando o uso de ingredientes diferenciados e de qualidade com garantida de procedência, além das questões relativas à sustentabilidade, aspectos sociais, éticos e transparência nas informações.À vista disso, o uso da biodiversidade brasileira assim como o resgaste do conhecimento tradicional associados ao consumo de hortaliças, frutas, flores ou ervas que crescem espontaneamente na natureza emergem como conceitos mais sustentáveis e nutricionalmente adequados para incrementar a soberania alimentar e a segurança nutricional do ponto de vista coletivo e de consumo. Apesar da promessa de saúde metabólica, estudos mecanicistas, experimentais e clínicos adicionais dos bioativos e seus metabólitos ainda são necessários para elucidar ainda mais sua tipologia, biodisponibilidade, metabolismo e efeitos à saúde.Neste sentido, as plantas alimentícias não convencionais (PANC) representam uma importante alternativa para uma alimentação mais equilibrada, mais saudável e mais sustentável além de fornecer compostos bioativos candidatos para a prevenção e tratamento de diversas doenças. Portanto, este projeto manterá o foco na valorização da biodiversidade de PANC brasileiras onde primeiramente, será contemplado a interseção das dimensões químicas físico-química e funcional do mapati (Pourouma cecropiifolia Mart) e dos buxixus (Clidemia hirta e C. japurensis DC.). Em seguida, nossos esforços de pesquisa serão baseados no potencial tecnológico dessas espécies. Assim, bebidas alcoólicas e não alcóolicas à base dessas PANC serão desenvolvidas e avaliadas quanto ao seu potencial funcional, para atender a demanda de novos sabores e melhor qualidade de vida agregados as vantagens inerentes ao produto.O projeto proposto será uma pesquisa próxima entre pesquisadores da UNICAMP, (braço FAPESP) e pesquisadores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas, Campus-Manaus Zona Leste e Manaus-Centro e da Universidade Federal do Amazonas (braço FAPEAM), utilizando infraestruturas de conhecimento e pesquisa mútuas. Para todos esses fins, o projeto contemplará seis pacotes de trabalho, conforme o foco da pesquisa mencionado anteriormente. Com isto, espera-se que esta parceria desvende o potencial funcional das PANC e forneça as bases para uma futura aplicação industrial dos seus compostos bioativos, além de gerar conhecimento científico e desenvolvimento tecnológico de alto impacto. (AU)