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Economia e mercados de baixo carbono: aplicações de organização industrial empírica

Processo: 20/10735-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2021 - 31 de janeiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia - Economia Industrial
Pesquisador responsável:Cláudio Ribeiro de Lucinda
Beneficiário:Cláudio Ribeiro de Lucinda
Instituição-sede: Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Rodrigo Menon Simões Moita
Assunto(s):Economia de baixo carbono 

Resumo

O projeto de pesquisa aqui apresentado está dividido em dois temas, que espera-se que sejam desenvolvidos ao longo de cada um dos três anos de vigência da bolsa. Cada um destes temas é uma continuação de linhas de pesquisa que venho perseguindo ao longo de minha carreira acadêmica e que tem por objetivo trabalhar com aplicações de organização industrial empírica. Em termos de originalidade de contribuição, cada um dos temas tem tanto a técnica econométrica a ser empregada quanto o contexto em que ela será aplicada. Busca-se a aplicação das técnicas econométricas mais recentes em contextos que ao mesmo tempo são relevantes para o Brasil, quanto que possam gerar conclusões interessantes à comunidade acadêmica internacional. O primeiro dos temas, intitulado "Os Efeitos de Bem-Estar e poluição da introdução de um pedágio urbano", é relacionado com a questão da marcada elevação dos congestionamentos nas grandes cidades brasileiras e, em resposta a isto, as propostas de medidas para conter a expansão dos mesmos em um contexto de elevado crescimento da produção e vendas de automóveis. Dentro destas medidas, podemos encontrar desde alternativas baseadas em controle -- como o sistema de Rodízio implementado na cidade de São Paulo -- até alternativas baseadas em preços relativos, como a do pedágio urbano. Esta política e seus efeitos são o objetivo neste primeiro tema. Mais especificamente, pretende-se investigar qual seria um pedágio ótimo no sentido de internalizar a externalidade causada pelo congestionamento. Para tanto, iremos utilizar tanto a Pesquisa Origem-Destino realizada pela companhia do Metrô no ano de 2007 bem como a Pesquisa de Mobilidade Urbana de 2014. Este trabalho dá continuidade, estendendo os resultados, ao projeto de pesquisa financiado pela Global Development Network, bem como aos projetos da Bolsa de Produtividade em Pesquisa do triênio 2013-2016. O segundo e o terceiro dos temas tratam de uma das inovações mais importantes no Brasil, os carros flex-fuel, ainda que por dois pontos de vista diferentes. O segundo tema lida com outro aspecto importante da demanda por veículos multicombustível: a estrutura de incentivos à compra destes veículos. Esta linha de pesquisa, intitulada Políticas de Incentivo a Veículos Multicombustível é continuação direta do projeto trabalhado anteriormente, aproveitando insights desenvolvidos no artigo ``Efeitos da Política de Redução do IPI Sobre o Mercado de Automóveis Novos'' em co-autoria com Luan Michel Soares Pereira. Em publicações anteriores, alguns dos proponentes mostraram que a estrutura de subsídios utilizada na Suécia para o incentivo para a compra de automóveis multi-combustível é ineficiente, no sentido que o custo por tonelada de CO2 emitida a menos é muito superior ao valor da tonelada de CO2 no mercado de créditos de carbono. O passo seguinte é, com os dados utilizados naquele artigo e uma modelagem de demanda mais refinada, estimar qual seria o subsídio ótimo a estes veículos de forma a maximizar o bem-estar dos consumidores dado um custo máximo por tonelada a menos de CO2. Neste triênio, pretendemos aperfeiçoar a modelagem de demanda. Um elemento chave para as simulações envolvidas com o cálculo de incentivos ótimos envolve a estimação correta da sensibilidade a preço da demanda. (AU)

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