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Dinâmica populacional de tripes vetores, relação com a incidência de viroses em amendoim e ferramentas de manejo

Resumo

Nos últimos anos, áreas comerciais de amendoim em alguns municípios do estado de São Paulo foram identificadas com alta incidência de plantas com sintomas típicos de virose, a qual é genericamente chamada de "vira-cabeça" e causada por um complexo de espécies. Em levantamento inicial, o vírus predominante foi identificado como Groundnut ring spot virus (GRSV). No sudeste dos Estados Unidos, uma virose com sintomas muito semelhantes ocorre na cultura do amendoim há cerca de quinze anos, mas a espécie de vírus foi identificada como Tomato spotted wilt virus (TSWV). GRSV e TSWV pertencem ao gênero Orthotospovirus, família Tospoviridae e são transmitidas exclusivamente por tripes adultos, caso tenham sido infectados durante o 1º ou 2º instar. Nos Estados Unidos, dentre as espécies de tripes vetoras, destacam-se principalmente Frankliniella fusca (Hinds) e Frankliniella occidentalis (Pergande). No Brasil, nenhuma destas espécies é considerada praga em amendoim, somente o tripes-do-prateamento, Enneothrips flavens Moulton. No entanto, em levantamento preliminar de áreas infectadas com a virose, verificou-se um grande número de tripes da espécie Frankliniella schultzei Trybom em flores de amendoim. Nos Estados Unidos, para a redução dos prejuízos causados pela doença, são adotadas diversas práticas de manejo como o uso de cultivares com resistência ou tolerância à virose, escolha da época de plantio, plantio adensado e plantio sobre palhada de cultura anterior. Nas condições de cultivo de amendoim em São Paulo, não há informações sobre a dinâmica da virose e sua relação com as espécies de tripes. Também não há informações sobre o uso de inseticidas e a reação das cultivares nacionais em relação à doença, nem sobre o efeito de práticas de manejo sobre a severidade da doença. Assim esse projeto visa: a) Estudar o progresso espaço-temporal da virose e sua relação com a população de tripes em amendoim, com e sem palhada; b) Monitorar a(s) espécie(s) de vírus causador(es) da doença; c) Avaliar a dinâmica da população inicial de tripes e o progresso da virose relacionada ao uso de inseticidas em semeadura em amendoim; d) Testar a transmissão do vírus pelas espécies de tripes que ocorrem no amendoim em São Paulo e; e) Avaliar de genótipos de amendoim do Programa Amendoim IAC/Apta quanto ao grau de resistência à doença. Neste contexto levantamentos serão realizados em duas regiões (Planalto e Tupã) produtoras de amendoim nos diferentes sistemas de plantio. (AU)

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