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Ecossistemas aquáticos continentais sob mudanças climáticas: impactos em múltiplos níveis de organização

Resumo

Ecossistemas aquáticos continentais são particularmente vulneráveis às alterações climáticas porque (I) muitas espécies nestes habitats têm capacidades limitadas para se dispersarem à medida que o ambiente muda; (II) a temperatura e disponibilidade da água são dependentes do clima; e (III) muitos sistemas já estão expostos a diversos estressores antropogênicos. Este projeto tem como propósito investigar os efeitos das mudanças climáticas globais (e.g., aquecimento, variabilidade térmica, precipitação), previstas para as próximas décadas, sobre a estrutura, estabilidade e dinâmica de redes tróficas complexas, bem como sobre as multifacetas da biodiversidade de macro-invertebrados e micro-organismos e consequências para funcionamento ecossistêmico. Por meio de experimentos de campo em microcosmos naturais (e.g., bromélias) e mesocosmos compreendendo organismos lacustres, manipularemos os efeitos do aquecimento, da variabilidade/instabilidade térmica e da precipitação em comunidades tropicais e temperadas. Também utilizaremos gradientes latitudinais, altitudinais e termais (i.e., riachos geotermais), bem como seus componentes climáticos subjacentes, como experimentos naturais efetivos para investigar e monitorar o impacto das mudanças climáticas na (i) estrutura de redes tróficas e (ii) na diversidade alfa e beta taxonômica, funcional e filogenética de espécies de macro e micro-organismos aquáticos. Os resultados integrados desse projeto temático multidisciplinar nos permitirão compreender melhor os impactos das alterações climáticas em diferentes escalas e características das comunidades aquáticas continentais naturais e tomar medidas preventivas em futuros planos de conservação global. (AU)