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Resistência de Streptococcus pneumoniae a peptídeos antimicrobianos catiônicos: papel da cápsula polissacarídica e da proteína de superfície de Pneumococo A

Resumo

Streptococcus pneumoniae é um patógeno importante responsável por altas taxas de mortalidade no mundo todo. As vacinas atualmente em uso contra este patógeno são baseadas em polissacarídeos capsulares, e apresentam cobertura limitada e alto custo de produção, limitando seu uso nas regiões menos desenvolvidas. A proteína de superfície de pneumococo A é um antígeno amplamente estudado como possível candidato vacinal contra infecções pneumocócicas, apresenta elevada imunogenicidade e confere proteção em diferentes modelos animais. Uma das ações descritas da PspA é a interação com a lactoferina humana, uma proteína de ação antimicrobiana que está presente no leite e outras secreções e quando ativada, libera peptídeos antimicrobianos (AMPs) que possuem ação lítica contra diversos patógenos. A presença de PspA protege a bactéria da ação lítica da lactoferrina. Uma vez que o mecanismo de ação da lactoferrina se assemelha ao de outros peptídeos antimicrobianos, o presente projeto tem por objetivo avaliar se o efeito protetor de PspA se estende a outros AMP catiônicos. Será avaliado o papel desta proteína na resistência do pneumococo a LL-37 e indolicidina - dois peptídeos antimicrobianos da classe das catelicidinas, utilizando-se bactérias selvagens e mutantes que não expressam PspA. O papel da PspA solúvel na ação lítica dos CAMP será avaliado pela adição de fragmentos recombinantes de PspA aos ensaios de lise. Adicionalmente, o efeito de anticorpos anti-PspA na morte do pneumococo por CAMPs será avaliado pela adição de soro de camundongos imunizados com PspA ao ensaio. A interação direta entre PspA eos peptídeos será avaliada por western blot, e citometria de fluxo, utilizando lactoferrina como controle positivo. Por fim, a contribuição da cápsula polissacarídica será determinada comparando-se a ação dos CAMPs sobre pneumococos com e sem cápsula, selvagens e mutantes PspA negativos. Também serão avaliados os efeitos da variação sorotípica sobre a ação dos CAMPs. Em conjunto, os dados deste trabalho deverão contribuir com a elucidação do papel da proteína PspA na proteção da bactéria contra a ação de peptídeos antimicrobianos, um importante mecanismo de controle bacteriano nas fases iniciais da infecção. Considerando-se o potencial imunogênico de PspA, os dados obtidos neste estudo poderão ainda contribuir com o desenvolvimento de vacinas pneumocócicas mais seguras e eficazes. (AU)

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