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Pesquisa e desenvolvimento de vacina para administração oral via ração para controle de estreptococose em tilápias

Processo: 19/27857-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de fevereiro de 2021 - 31 de janeiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Pesquisador responsável:Matheus Martinez Faccioli
Beneficiário:Matheus Martinez Faccioli
Empresa:Farmacore Biotecnologia Ltda (FARMACORE)
CNAE: Fabricação de medicamentos para uso veterinário
Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais
Município: São Paulo
Pesquisadores principais:
Celio Lopes Silva ; Isabela Maria de Mello
Pesq. associados:Giovani Sampaio Gonçalves ; Mayara de Moura Pereira
Vinculado ao auxílio:18/08591-1 - Pesquisa e desenvolvimento de vacina para administração oral via ração para controle de estreptococose em tilápias, AP.PIPE
Bolsa(s) vinculada(s):21/04543-5 - Pesquisa e desenvolvimento de vacina para administração oral via ração para controle de estreptococose em tilápias, BP.TT
Assunto(s):Piscicultura  Exportação  Peixes  Tilápia  Estreptococoses animal  Streptococcus agalactiae  Vacinas 

Resumo

A piscicultura é apontada como o segmento responsável pelo aumento significativo da oferta mundial de proteínas de origem animal. Pelo seu potencial hídrico, o Brasil apresenta grande capacidade, não só para produção, como de consumo interno e exportação de peixes. O crescimento da produção brasileira de tilápias é bastante significativo, passando de 273.268 toneladas em 2005 para 640,5 mil em 2016. No entanto, deficiências no manejo da água e dos peixes e a frequente contaminação das águas comprometem a imunidade e a sanidade dos peixes. O controle dos surtos de infecções, principalmente aquelas causadas pela bactéria Streptococcus agalactiae, é trabalhoso, difícil e caro. Esse patógeno é responsável por grande mortalidade dos peixes e por mais de 30% das perdas econômicas do setor. O uso de antimicrobianos na água, embora eficaz, onera a produção e apresenta desvantagens como a contaminação das águas, o surgimento de cepas bacterianas com resistência aos antibióticos, além de sérios riscos ao consumidor e sérios impedimentos regulatórios para exportação. Alguns tipos de vacinas já são comercializados, sendo as produzidas à partir de bactérias atenuadas as mais utilizadas. Essas vacinas são administradas por via injetável ou por banhos de imersão. Apesar de apresentarem boa imunogenicidade, em ambos os casos, existem sérias desvantagens de utilização, principalmente relacionadas ao custo, quantidade usada para imunização, e a dificuldade no manejo dos animais. Uma boa alternativa é o desenvolvimento de uma nova vacina para o setor. No projeto PIPE Fase 1 (Processo 2018/08591-1) a Farmacore desenvolveu uma formulação vacinal microencapsulada contendo a bactéria inativada (S. Agalactiae) e um potente adjuvante para ser administrada por via oral junto com ração. Os conceitos, premissas e desafios técnico-científicos para estabelecer a formulação vacinal para administração por via oral em ração recoberta ou peletizada com as micropartículas e estimular imunidade de mucosa intestinal foram superados com sucesso. As micropartículas carreando os antígenos são estáveis em pH ácido (não se rompem no estômago dos animais) e são rompidas em pH alcalino para liberar os antígenos no intestino dos peixes e estimular imunidade de mucosa humoral e celular específica para os antígenos vacinais. O objetivo principal desse projeto é dar continuidade no desenvolvimento e otimização da formulação vacinal no que já foi realizado na fase 1, e demonstrar que a formulação composta de micropartículas veiculadas em ração conferem eficácia protetora quando os peixes forem vacinados e desafiados com cepa virulenta de S. Agalactiae (sorotipo 1b). Como plano de metas e metodologias, o projeto contempla: produção das bactérias em escala em biorreator de 20L; otimização e consolidação das condições para formulação vacinal microencapsulada e recobrimento ou peletização da ração; estabelecer as condições e esquemas de imunização adequadas para estimular o sistema imune inato e adaptativo; executar os testes de eficácia vacinal (vacinação seguido de desafio com cepa virulenta bacteriana). A Farmacore participou do 12o. Treinamento PIPE da Fapesp em Empreendedorismo de Alta Tecnologia (2019) sobre esse projeto de vacina oral para peixes e o resultado foi muito importante para a empresa e para o projeto uma vez que permitiu um processo interativo direto e real com os organizadores do Programa da Fapesp e com os possíveis clientes e competidores. Nesse treinamento foi possível: avaliar os principais componentes do mercado, o modelo de negócio, o aprendizado com os clientes, os parceiros e concorrentes; e aprender a lidar com as incertezas de comercializar inovações e criar empreendimentos. O estudo também mostrou que o desenvolvimento dessa vacina impactará positivamente no cenário da ciência e tecnologia nacional, assim como trará benefícios significativos para a empresa, para o mercado, para a sociedade e o meio ambiente. (AU)

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