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Modelo experimental de transplante intervivos de intestino delgado: descrição da técnica cirúrgica e comparação de resultados funcionais, metabólicos e histológicos entre anastomose mesentérico-cava e mesentérico-portal

Processo: 19/23270-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2021 - 31 de janeiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Ana Cristina Aoun Tannuri
Beneficiário:Ana Cristina Aoun Tannuri
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Alessandro Rodrigo Belon ; Guilherme de Freitas Paganoti ; Josiane de Oliveira Gonçalves ; Maria Mercês Santos ; Rafael Rodrigues Torres ; Suellen Serafini ; Uenis Tannuri
Assunto(s):Estudos experimentais  Síndrome do intestino curto  Cirurgia pediátrica 

Resumo

A falência intestinal (FI), novo termo para a síndrome do intestino curto, é definida como a incapacidade intestinal em manter a nutrição, o controle hidroeletrolítico e, em crianças, o crescimento desenvolvimento. Assim, o paciente torna-se dependente da nutrição parenteral total (NPT) para sua sobrevida. As principais causas de falência intestinal em crianças são os defeitos congênitos ou adquiridos que podem motivar grandes ressecções intestinais, destacando-se, gastrosquise, enterocolite necrotizante, atresias e volvos de grandes porções do intestino. Entretanto, a FI pode não estar relacionada a perda de grande massa intestinal, mas sim a distúrbios de motilidade ou absortivos próprios do trato gastrointestinal (síndrome da pseudo-oclusão intestinal crônica). A terapêutica fundamental para esses casos é a reabilitação intestinal, as custas de um programa de nutrição parenteral em prazo prolongado, até que ocorra o crescimento e recuperação funcional do intestino. No entanto, há situações em que essa prática é inútil, como nos casos de ressecção total do intestino delgado. Para esses casos, a opção definitiva seria o transplante de intestino delgado. Sabemos que em nosso país há escassez de doadores cadáveres em condições ideais para captação do intestino delgado e, portanto, o transplante intervivos se consolidaria como opção factível e segura, assim como já consagrado para rim fígado. Considerando a elevada mortalidade dos pacientes com FI e a impossibilidade da reabilitação intestinal, o transplante se torna única opção. O menor tempo de isquemia, a melhor seleção de compatibilidade imunológica do enxerto e o rápido preparo dos doadores, fazem do transplante intervivos de intestino uma opção factível e uma solução para a elevada mortalidade e os altos custos de manutenção desses pacientes para o Sistema Único de Saúde.OBJETIVO: O presente estudo experimental, com porcos jovens e adultos, tem o objetivo de padronizar a técnica cirúrgica do transplante intervivos de intestino delgado, com estudos metabólicos, histológicos e moleculares. Adicionalmente, serão comparados dois tipos de anastomose venosa do enxerto no animal receptor, no território portal e na veia cava inferior. MÉTODOS: Serão realizados 14 transplantes Intervivos de intestino. Em sete receptores a anastomose venosa será realizada com a veia cava inferior, nos outros sete a veia será anastomosada em vasos do território portal (veia porta ou veia mesentérica superior). Os animais serão mantidos vivos por 07 dias e as análises metabólicas e hemodinâmica aferidas nos dias 0, 2, 4 e 7. Biópsias de fígado e intestino serão realizadas no intra-operatório e no dia 7 para estudos histológicos e moleculares. Os dados serão comparados afim de definir qual técnica se mostra mais benéfica. (AU)

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