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Estudo da prevalência de déficits neuropsicológicos em pacientes recuperados do COVID-19 associados a síndrome de cuidados pós-intensivos

Resumo

Estima-se que aproximadamente um terço ou mais dos sobreviventes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desenvolvem comprometimento cognitivo contínuo e persistente. Já pacientes com síndromes respiratórias agudas como a Covid-19, a prevalência de comprometimento cognitivo persistente é ainda maior e pode chegar a 78% em 1 ano e 25% em 6 anos. A literatura tem tratado esta fase de síndrome de cuidados pós-intensivos do inglês Post-intensive care syndrome (PICS), que descreve, comprometimento da saúde psicológica (emocional e cognitiva) e função física de pacientes que necessitaram de cuidados UTI. O objetivo deste estudo é avaliar aspectos neuropsicológicos em pacientes recuperados do covid-19. Método: Estudo observacional que utilizará uma plataforma digital contendo um questionário breve de dados sociodemográficos e informações da contaminação do Covid-19 e uma bateria neuropsicológica com medidas de atenção, memória e funções executivas, além de aspectos depressivos e ansiosos. Pretende-se avaliar uma amostra superior a 500 participantes para composição de três grupos: Sintomas Leves, Moderados e Graves (tratados em UTI). Espera-se que os resultados deste estudo forneçam um panorama cognitivo da amostra para subsidiar o desenvolvimento de programas de reabilitação neuropsicológica para pacientes com sequelas cognitivas do Covid-19. (AU)